Dia Meteorológico Mundial: carta elaborada no Paraná propõe ações diante das mudanças climáticas
Eventos extremos estão se tornando mais frequentes no nosso estado. Entenda por que precisamos de políticas públicas baseadas em evidências e uma cultura de prevenção
Introdução
No dia 7 de novembro de 2025, o Paraná viveu um dos momentos mais dramáticos de sua história recente. Tornados devastadores atingiram Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, deixando um rastro de destruição, perdas materiais e, o mais doloroso, vidas perdidas.
Não foi um evento isolado. Tempestades severas, vendavais e fenômenos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes em todo o estado. E a pergunta que não quer calar é: estamos preparados para enfrentar essa nova realidade?
No Dia Meteorológico Mundial (23 de março de 2026), especialistas do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), em parceria com os maiores centros de pesquisa de tempestades severas do mundo, se reuniram em Curitiba para discutir exatamente isso. O resultado foi uma carta histórica, que será entregue aos Três Poderes, propondo ações concretas para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.
Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos e acompanho de perto o desenvolvimento urbano do Paraná, essa discussão vai muito além da meteorologia. Ela toca no coração do planejamento das nossas cidades, da segurança das famílias e da dignidade de quem busca um lugar seguro para viver.
Neste artigo, vou compartilhar com você o que foi discutido nesse seminário, o que a carta propõe e, principalmente, o que isso tem a ver com a sua vida e com o futuro do nosso estado.
O que dizem os maiores especialistas do mundo
O seminário promovido pelo Simepar reuniu nomes de peso da meteorologia internacional. Diretamente de Oklahoma (EUA), Russell S. Schneider e DaNa L. Carlis, respectivamente diretor do Storm Prediction Center e do National Severe Storms Laboratory da NOAA (a agência de oceanos e atmosfera dos Estados Unidos), compartilharam como o país norte-americano lida com a previsão e emissão de alertas para tornados.
A mensagem foi clara: preparação e tecnologia salvam vidas.
Nos Estados Unidos, décadas de investimento em monitoramento, sistemas de alerta e, principalmente, educação da população reduziram drasticamente o número de mortes causadas por fenômenos extremos. O caminho, segundo os especialistas, envolve três pilares:
- Tecnologia de ponta para monitoramento e previsão
- Comunicação eficiente dos alertas à população
- Cultura de prevenção enraizada na sociedade
O pesquisador do Simepar, Reinaldo Silveira, reforçou essa visão ao lembrar o tema do Dia Meteorológico Mundial de 2026: “Observar o hoje, para proteger o futuro”.
“Tudo isso implica na qualidade final ao usuário, à sociedade e também à parte de pesquisa científica que é realizada globalmente em diversos centros mundiais de meteorologia. E o Simepar é um centro de excelência, também um laboratório de observações, e isso é muito importante para conhecer esses processos, ver como podemos melhorar, nos adaptar aos problemas atuais da sociedade.”
Tornados no Paraná: uma realidade que não podemos ignorar
O professor Ernani de Lima Nascimento, do Inpe e o maior pesquisador de tornados do Brasil, trouxe dados importantes para a discussão. Segundo ele, a região Sul do Brasil sempre apresentou condições atmosféricas que favorecem a formação de tempestades severas.
Mas há uma mudança preocupante: nos últimos 40 anos, há fortes indícios de que essas condições estão se tornando mais frequentes.
“O que a gente realmente percebe ultimamente é que o registro de ocorrências dessas tempestades está mais fácil, já que as pessoas carregam celulares que podem fazer o registro visual do fenômeno e rapidamente disseminar nas redes sociais. Além disso, nos últimos 40 anos, nós temos fortes indícios de que essas condições que já existiam estão ficando mais frequentes”, afirmou o pesquisador.
Ou seja: não é impressão. Os eventos extremos estão aumentando. E precisamos nos preparar.
A carta do Simepar: um chamado à ação
Ao final do seminário, os especialistas elaboraram uma carta com propostas concretas que será entregue aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O documento é um verdadeiro chamado à ação e propõe:
| Proposta | O que significa |
|---|---|
| Fortalecimento da governança baseada em evidências | Decisões políticas precisam se basear em dados científicos, não em achismos |
| Ampliação de investimentos em monitoramento e alertas | Mais equipamentos, mais tecnologia, mais capacidade de previsão |
| Reconhecimento institucional como fonte oficial de informação | Evitar desinformação; garantir que a população receba dados confiáveis |
| Ações integradas entre meteorologia, defesa civil e políticas públicas | Planejamento urbano e habitacional precisa considerar riscos climáticos |
| Combate à desinformação e valorização da ciência | Educação e comunicação qualificada para que todos saibam como agir |
O que isso tem a ver com moradia e planejamento urbano?
Você pode estar se perguntando: mas o que mudanças climáticas têm a ver com o trabalho de um deputado estadual que atua no ramo imobiliário?
Tudo.
Quando falamos em moradia digna, não estamos falando apenas de um teto sobre a cabeça. Estamos falando de um teto seguro. Estamos falando de bairros planejados, com drenagem adequada, com infraestrutura que resista a tempestades, com áreas de risco mapeadas e ocupação ordenada.
Infelizmente, ainda vemos no Paraná:
- Loteamentos irregulares em áreas de encosta ou beira de rios
- Construções sem licenciamento ambiental
- Falta de planejamento urbano que considere eventos climáticos extremos
- Comunidades inteiras vulneráveis a enchentes, deslizamentos e vendavais
Para mim, Leandro Cazaroto, que acompanho de perto o mercado imobiliário e a realidade das famílias que buscam seu pedaço de chão, isso é inaceitável. Não podemos continuar construindo cidades que ignoram a natureza.
Prevenção é mais barata que reconstrução
O professor Ernani Nascimento fez um ponto fundamental durante o seminário: a preparação para desastres envolve diversas áreas do conhecimento. Não é só meteorologia. É comunicação, é educação, é psicologia, é planejamento urbano.
E ele apontou um caminho: as escolas.
“Há a necessidade de construirmos uma cultura de prevenção de desastres, e nós acreditamos que as escolas seriam os lugares para começar isso.”
Se ensinarmos nossas crianças desde cedo sobre os riscos climáticos, sobre como agir em emergências, sobre a importância de respeitar as áreas de preservação e o planejamento urbano, estaremos formando uma geração mais preparada.
E isso, a longo prazo, salva vidas e reduz custos. Porque prevenir é sempre mais barato — e mais humano — do que reconstruir.
O papel do deputado estadual
É aqui que entra a política pública. O que podemos fazer no âmbito do estado do Paraná?
Como deputado estadual, minha atuação será focada em:
- Propor leis que exijam estudos de risco climático para novos loteamentos e empreendimentos
- Fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à defesa civil e ao monitoramento meteorológico
- Cobrar a integração entre os órgãos estaduais (Simepar, Defesa Civil, Secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente) para que as informações climáticas orientem o planejamento urbano
- Defender investimentos em educação e comunicação para que a população saiba como agir diante de alertas
- Apoiar programas de regularização fundiária que tirem famílias de áreas de risco e ofereçam moradia digna em locais seguros
A carta do Simepar é um roteiro valioso. Cabe a nós, representantes eleitos, transformar essas recomendações em políticas públicas efetivas.
Para refletir
Diante de tudo isso, quero deixar uma pergunta para você:
Na sua cidade, você se sente preparado para enfrentar um evento climático extremo? Sabe onde buscar informações confiáveis? Sabe o que fazer em caso de alerta?
Essas perguntas não são retóricas. Elas apontam para um desafio que precisamos enfrentar juntos.
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Conhecimento é a primeira ferramenta de prevenção. Se este artigo ajudou você a entender melhor os desafios que enfrentamos e a importância de nos prepararmos para as mudanças climáticas, compartilhe com seus amigos e familiares. Quanto mais pessoas estiverem informadas, mais preparada estará nossa sociedade.
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Seminário Internacional de Tornados no Simepar, em Curitiba, reunindo especialistas do Brasil e dos Estados Unidos para discutir prevenção de desastres climáticos.
Sobre o autor: Leandro Cazaroto é empresário do ramo imobiliário, candidato a deputado estadual pelo Paraná nas eleições de 2026. Com 49 anos e atuação em projetos sociais, dedica-se a levar para a Assembleia Legislativa as pautas de moradia digna, regularização fundiária, infraestrutura urbana e políticas públicas baseadas em ciência e prevenção.