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24.704 MOTIVOS (SAÚDE MENTAL)
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24.704 MOTIVOS (SAÚDE MENTAL)
Por que 24.704 licenças médicas por transtornos mentais no Paraná?
O Dr. Renato Silva, médico psiquiatra pela USP, detalha no vídeo os principais transtornos psicológicos e mostra que ninguém está imune. Ansiedade, depressão, burnout — todos podemos ser afetados em alguma fase da vida.
Assista e entenda mais sobre esse tema que já é a 6ª maior causa de afastamentos no estado.
DIAGNÓSTICO
A saúde mental emergiu como uma das principais crises silenciosas do nosso tempo. Depressão, ansiedade, burnout, transtornos que afetam milhões de brasileiros e que, no Paraná, atingiram números alarmantes. O que antes era tratado como fraqueza individual, como falta de caráter ou frescura, hoje se revela como epidemia que exige resposta urgente do poder público.
Em 2024, o Paraná registrou 24.704 licenças médicas por transtornos mentais. São 24 mil trabalhadores afastados de suas funções, 24 mil famílias impactadas, 24 mil histórias de sofrimento. Desses afastamentos, mais de 12 mil foram por depressão e ansiedade.
O estado ocupa a 6ª posição no ranking nacional de afastamentos por saúde mental — uma posição que não é motivo de orgulho, mas de alerta.
Esses números representam apenas a ponta do iceberg. Não contabilizam o sofrimento silencioso de quem não busca ajuda, de quem não tem acesso ao tratamento, de quem sofre sem diagnóstico. Não contabilizam o impacto nas famílias, nas relações, na qualidade de vida. Não contabilizam os casos de suicídio, a face mais trágica do adoecimento mental.
// NÚMEROS DA SAÚDE
Números da Saúde mental
Números da Saúde mental
no Paraná
Mil+
Licenças médicas por transtornos mentais (2024)
Mil+
Transtorno bipolar(casos)
%
Posição no ranking nacional
Mil+
Licenças de professores da rede estadual (2024)
Mil +
Transtornos de ansiedade(casos)
média Afastamentos por dia útil de professores
Mil+
Depressão(casos)
%
Aumento nos afastamentos no Brasil (2023-2024)
Dados principais da saúde mental no paraná
Indicador | Número |
Licenças médicas por transtornos mentais (2024) | 24.704 |
Posição no ranking nacional | 6º lugar |
Transtornos de ansiedade | 6.026 casos |
Depressão | 5.993 casos |
Transtorno bipolar | 3.998 casos |
Depressão recorrente | 3.013 casos |
Licenças de professores da rede estadual (2024) | Mais de 10 mil |
Afastamentos por dia útil de professores | 41 |
Aumento nos afastamentos no Brasil (2023-2024) | 68% |
// DESAFIOS
OS DESAFIOS
Os 24.704 afastamentos por transtornos mentais registrados no Paraná em 2024 não são números soltos — são consequências de um contexto mais profundo. A pandemia deixou um rastro de luto não elaborado e estresse emocional. A inflação dos alimentos e o avanço da informalidade aprofundaram a insegurança financeira. O trabalho, que deveria ser fonte de realização, virou gatilho para ansiedade e burnout com metas irreais e ambientes tóxicos. Entre os professores, a situação é ainda mais grave: mais de 10 mil licenças só em 2024. Falta apoio, falta rede de acolhimento, e o sofrimento se arrasta até virar crise. Entender essas causas é o primeiro passo para enfrentá-las.
O luto pós-pandemia
A Covid-19 causou mais de 700 mil mortes no Brasil. Cada morte deixou um rastro de dor, de luto não elaborado. Famílias inteiras foram devastadas. O estresse emocional dos anos de isolamento social, o medo da contaminação, a incerteza sobre o futuro deixaram marcas profundas na saúde mental da população.
Insegurança financeira
De 2020 até 2024, o preço dos alimentos subiu 55%. O trabalhador vê seu salário não render, as contas se acumularem, o futuro se tornar incerto. O aumento da informalidade — sem carteira assinada, sem direitos, sem proteção social — coloca o trabalhador sob constante insegurança.
Pressão no trabalho
Metas irreais, cobranças excessivas, assédio moral, ambientes tóxicos. O trabalho, que deveria ser fonte de realização, torna-se fonte de adoecimento. Entre os professores, a pressão por resultados, a manipulação de dados e a precarização dos vínculos estão na raiz do sofrimento.
Falta de apoio
Ausência de redes de suporte, de serviços de saúde mental acessíveis, de políticas de cuidado. O sofrimento se arrasta, se agrava, se cronifica.
O caso dos professores
Entre os professores da rede estadual do Paraná, a situação é ainda mais grave. Em 2024, mais de 10 mil licenças médicas foram concedidas por transtornos mentais a servidores efetivos da educação, o equivalente a 41 afastamentos por dia útil. O cenário é ainda mais preocupante se considerarmos os mais de 32 mil trabalhadores temporários (PSS), que sequer entram nas estatísticas oficiais.
O impacto nas famílias e na economia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que anualmente são perdidos 12 bilhões de dias de trabalho devido à depressão e ansiedade, custando à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano. No Paraná, 24 mil trabalhadores afastados representam queda de produtividade, aumento de gastos com benefícios, sobrecarga para os que permanecem.
A REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS) NO PARANÁ
O Paraná conta com uma rede significativa de serviços de saúde mental:
Serviço | Quantidade |
Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) | 160 |
Ambulatórios de saúde mental | 45 |
Leitos de saúde mental em hospital geral | 73 |
Serviços residenciais terapêuticos | 14 |
Unidades de Acolhimento (UA) | 6 |
Equipes Multiprofissionais Especializadas | 41 |
Leitos em hospitais especializados | 1.651 |
Mas ainda é insuficiente. A cobertura é desigual: os serviços se concentram nas regiões mais desenvolvidas, deixando o interior e as pequenas cidades com acesso limitado. Faltam CAPS III (atendimento 24 horas) e CAPS infantojuvenis. A fila por atendimento é longa, a espera é demorada, o sofrimento se prolonga.
// NOSSAS SOLUÇÕES
Soluções para cuidar de quem precisa
1: Expansão e fortalecimento da RAPS
Ampliar o número de CAPS em todas as modalidades, especialmente CAPS III (24 horas) e CAPS infantojuvenis. Garantir que cada regional de saúde tenha pelo menos um CAPS III, com funcionamento 24 horas, leitos de acolhimento noturno e capacidade de atender crises sem recorrer à internação hospitalar. Expandir a rede de CAPS AD (álcool e outras drogas), com estrutura adequada, equipes capacitadas e abordagem de redução de danos. O vício é doença, requer tratamento, não punição.
2: Fortalecimento da atenção primária
Capacitar as equipes das Unidades Básicas de Saúde para acolher, identificar sinais precoces e fazer o primeiro atendimento em saúde mental. Médicos, enfermeiros e agentes comunitários precisam de formação específica. Garantir que as UBS tenham apoio de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, seja presencialmente ou por telemedicina. O cuidado compartilhado qualifica o atendimento e evita que casos simples se agravem.
3: Atenção às urgências e emergências
A crise psiquiátrica não pode ser tratada como caso de polícia. Precisa de acolhimento qualificado. Os CAPS III devem ser a principal porta de entrada para situações de crise, com equipe preparada e leitos de curta permanência. Capacitar UPAs e prontos-socorros para atender crises psiquiátricas com humanidade, segurança e qualidade. Protocolos claros, equipe treinada, retaguarda especializada.
4: Prevenção e promoção da saúde mental
Mais importante do que tratar é prevenir. Implantar programas de prevenção nas escolas, para que crianças e adolescentes aprendam sobre saúde mental, emoções e como pedir ajuda. Formar novas gerações com inteligência emocional. Realizar campanhas de conscientização para combater o estigma, informar sobre sintomas e orientar sobre onde buscar ajuda. Comunicação massiva, continuada e acessível.
5: Saúde mental no trabalho
A nova regulamentação da NR-1, em vigor desde maio de 2025, torna obrigatória a identificação e avaliação dos fatores psicossociais no ambiente de trabalho. É preciso fiscalizar, cobrar e apoiar as empresas para que cumpram a lei. Criar programas de apoio a trabalhadores em sofrimento, com acolhimento, orientação e, quando necessário, encaminhamento para tratamento.
6: Cuidado com populações específicas
Crianças e adolescentes, idosos, mulheres, população negra, LGBTQIA+, população em situação de rua, povos indígenas, trabalhadores da educação e da saúde — cada grupo tem necessidades específicas que exigem políticas diferenciadas. Para os professores, que respondem por mais de 10 mil licenças anuais, é preciso cuidado específico, com programas de apoio psicológico, prevenção ao burnout e acolhimento nas escolas.
EXEMPLOS QUE INSPIRAM
Experiência | Lição Aprendida |
Expansão da RAPS em Curitiba | Transformação do CAPS Pinheirinho em CAPS III e previsão de novo CAPS infantil no Boqueirão. |
Câmara Intersetorial de Saúde Mental de Curitiba | Reúne diferentes secretarias para debater problemas que influenciam a saúde da população. |
Cursos de capacitação da Sesa | Curso de Aperfeiçoamento em Saúde Mental para Atenção Primária com mais de 1.500 profissionais. |
Investimento federal na RAPS | Aumento de R$ 383 milhões no custeio anual dos CAPS. |
Frente Parlamentar de Proteção à Saúde Mental da ALEP | Levantamento de dados e proposição de políticas, como o relatório sobre saúde mental dos professores. |
// O QUE ME DIFERENCIA E ME CAPACITA
Não sou político de carreira.
Não sou político de carreira.
Sou empreendedor, estudioso e
movido a dados.
Empreendedor
Conheço as dificuldades de quem produz, gera emprego e paga imposto. Enfrento burocracia e os nãos do sistema
Data driven
Minhas propostas são construídas com base em dados, diagnósticos técnicos e evidências. Nada de achismo.
Estudioso
Estudei as regras, aprendi sobre seus direitos e me preparei para não ser enganado. Conhecimento técnico para tomar as melhores decisões.
Visão de longo prazo
Não penso só na próxima eleição. Planejo para os próximos 10, 20 anos.
Compromisso com a verdade
Não prometo o que não posso cumprir. Entrego resultados. Transparência radical em tudo o que faço.
Escuta ativa
Conheço o Paraná de ponta a ponta. Sei das dificuldades de quem vive longe da capital. Minha voz é a soma de muitas vozes.
O COMPROMISSO DE LEANDRO
“Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Os 24.704 afastamentos por transtornos mentais no Paraná são um alerta que não podemos ignorar. Vou trabalhar para expandir a rede de atenção psicossocial, fortalecer a atenção primária, levar saúde mental às escolas e garantir que nenhum paranaense enfrente o sofrimento psíquico sozinho. Saúde mental é direito, é dignidade, é vida.”
VAMOS JUNTOS
Se esse assunto faz sentido para você, se toca sua realidade ou de alguém que você conhece, vamos juntos. Conte comigo. Conte com Leandro Cazaroto.
Juntos por um Paraná mais justo, eficiente e inovador.