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VULNERABILIDADE CLIMÁTICA
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VULNERABILIDADE CLIMÁTICA — AGRO DEPENDENTE Quando o céu vira ameaça: a dependência do clima que coloca o Paraná em risco
DIAGNÓSTICO
O Paraná é um estado que construiu sua riqueza sobre a terra. Somos um dos maiores produtores de grãos, proteína animal e madeira do país. O agronegócio responde por mais de um terço do PIB estadual e sustenta milhares de municípios no interior. Mas há uma fragilidade estrutural nesse modelo de desenvolvimento: somos profundamente dependentes do clima. E o clima, como sabemos, está mudando — e mudando rápido.
Os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção para se tornar parte da rotina do produtor paranaense. Secas prolongadas, geadas fora de época, chuvas torrenciais que destroem estradas e lavouras, granizo que dizima plantações inteiras em minutos. O que antes era “azar do tempo” hoje é tendência confirmada pela ciência: a frequência e a intensidade dos extremos climáticos aumentaram nas últimas décadas .
O retrato dessa vulnerabilidade está nos números. Pesquisa da ABMRA realizada em 2025 revelou que 91% dos produtores rurais do Paraná acreditam que as mudanças climáticas causarão impacto em suas propriedades nos próximos anos — um índice superior à média nacional de 86% . O clima é citado como o principal desafio por 67% dos agricultores paranaenses, à frente de pragas, doenças e custos de produção .
O problema não é apenas a ocorrência de eventos extremos, mas a imprevisibilidade. O produtor planeja a safra com base em janelas climáticas históricas, mas o comportamento do tempo já não obedece aos padrões do passado. O regime de chuvas mudou. As temperaturas subiram. As estações estão desreguladas. O resultado é aumento do risco, perda de produtividade, elevação dos custos e endividamento.
A vulnerabilidade climática do Paraná não é apenas um problema ambiental — é uma ameaça à economia estadual, à segurança alimentar e à subsistência de milhares de famílias que dependem direta ou indiretamente do campo. E, como mostram os eventos recentes, estamos despreparados para enfrentá-la.











Dados principais da vulnerabilidade climática no paraná
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Produtores rurais do PR que preveem impacto das mudanças climáticas
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Produtores que citam pragas/doenças como principal desafio
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Produtores com ensino médio completo
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Média nacional de produtores que preveem impacto
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Produtores que citam custos de produção como principal desafio
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Produtores com ensino superior completo
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Produtores que citam clima como principal desafio no PR
Anos
Idade média do produtor rural paranaense
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Produtores motivados pela tradição familiar
Dados principais da vulnerabilidade climática no paraná
Indicador | Número | |
Produtores rurais do PR que preveem impacto das mudanças climáticas | 91% | |
Média nacional de produtores que preveem impacto | 86% | |
Produtores que citam clima como principal desafio no PR | 67% | |
Produtores que citam pragas/doenças como principal desafio | 40% | |
Produtores que citam custos de produção como principal desafio | 40% | |
Idade média do produtor rural paranaense | 47 anos | |
Produtores com ensino médio completo | 35% | |
Produtores com ensino superior completo | 10% | |
Produtores motivados pela tradição familiar | 53% | |
Produtores motivados pelo conhecimento adquirido | 46% | |
Fonte: 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, recorte Paraná 2025
Os desafios







Os desafios
A nova imprevisibilidade climática
O produtor rural sempre conviveu com riscos climáticos. Mas antes havia padrões. Sabia-se, aproximadamente, quando viriam as chuvas, quando seria a seca, quando o frio chegaria. Hoje, não há mais previsibilidade. O El Niño e a La Niña se alternam de forma errática. As estações se alongam ou encurtam sem aviso. O produtor planta no escuro.
Eventos extremos mais frequentes e intensos
Secas prolongadas no Oeste, enchentes no Norte, geadas tardias no Centro-Sul, granizo em regiões antes imunes. Os extremos climáticos se multiplicam e atingem todas as regiões do estado . Cada safra traz um novo susto — e novos prejuízos.
O custo econômico da instabilidade
Quando o clima desregula, toda a cadeia produtiva sente. Queda na produtividade, aumento de custos com irrigação, replantio, defensivos, perda de qualidade dos grãos. O seguro rural cobre parte, mas não cobre tudo. Muitos produtores, especialmente os menores, acabam endividados ou abandonam a atividade.
A dependência de culturas sensíveis
O Paraná concentra sua produção em culturas altamente sensíveis a variações climáticas: soja, milho, trigo, feijão. O trigo, por exemplo, é particularmente vulnerável a temperaturas elevadas e falta de chuva em fases críticas do desenvolvimento . A diversificação ainda é incipiente em muitas regiões.
A falta de infraestrutura de adaptação
Irrigação, reservatórios de água, sistemas de drenagem, estradas rurais preparadas para chuvas intensas — tudo isso ainda é insuficiente no Paraná. O produtor fica refém do que vem do céu porque falta estrutura para enfrentar os extremos.
O despreparo para eventos extremos
Quando a chuva torrencial cai, as estradas vicinais viram lama, o escoamento para, o produtor perde a safra não só no campo, mas no caminho. Quando a seca aperta, falta água para os animais, falta irrigação para as lavouras. O estado reage, mas raramente previne.
A vulnerabilidade dos pequenos
O grande produtor tem mais recursos para investir em tecnologia, irrigação, seguro. O pequeno agricultor — que ainda é a maioria no estado — fica muito mais exposto. Para ele, uma safra perdida pode significar o fim da atividade.
A REDE DE ENFRENTAMENTO NO PARANÁ
O estado conta com estruturas e políticas, mas ainda muito aquém da necessidade:
Estrutura | Situação |
Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) | Existente, mas subutilizado por muitos produtores |
Seguro rural | Baixa adesão, especialmente entre pequenos |
Irrigação em áreas produtivas | Apenas 15% da área irrigável efetivamente irrigada |
Reservatórios para irrigação | Insuficientes e mal distribuídos |
Sistemas de alerta climático | Fragmentados, sem integração estadual |
Assistência técnica para adaptação | Precária, especialmente para agricultura familiar |
Programas de incentivo a práticas sustentáveis | Existem, mas com baixa capilaridade |
Mas ainda é insuficiente. Faltam políticas estruturadas de adaptação climática para o campo. Falta integração entre os sistemas de monitoramento. Falta apoio técnico para o produtor se preparar. Falta, principalmente, reconhecer que a vulnerabilidade climática é um problema estratégico, não sazonal.
O que o governo federal está fazendo
O governo federal aprovou em 2025 o novo Plano Clima, principal instrumento da política climática brasileira para o período 2024-2035 . O plano reúne medidas de mitigação (redução de emissões) e adaptação (preparação para impactos) em diversos setores, incluindo agricultura e pecuária .
No setor agropecuário, o plano prevê:
- Incentivo a sistemas produtivos de menor emissão, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)
- Recuperação de pastagens degradadas
- Práticas de manejo mais eficientes do solo
- Incentivo à adoção de tecnologias que aumentem produtividade e reduzam emissões
- Adaptação da produção diante de eventos climáticos extremos
- Capítulo específico para agricultura familiar, com foco em resiliência e segurança alimentar
O plano também prevê estratégias transversais para transição justa e justiça climática, reconhecendo que os impactos atingem mais quem menos contribuiu para o problema — como populações pobres, vulneráveis e agricultores familiares .
No entanto, especialistas apontam que o plano ainda é genérico em alguns pontos, com falta de cronograma detalhado e estimativas mais claras de financiamento .
NOSSAS SOLUÇÕES
Não basta diagnosticar o problema
É preciso agir.
Diante da nova realidade climática que já impõe prejuízos crescentes ao campo paranaense, nossas soluções partem de um princípio inegociável: não se enfrenta a imprevisibilidade do clima com improvisos ou medidas reativas. É preciso estruturar uma política de Estado baseada em monitoramento em tempo real, irrigação estratégica, zoneamento adaptativo, proteção financeira via seguro rural, assistência técnica especializada, diversificação produtiva, pesquisa e inovação, infraestrutura resiliente, planos de contingência para eventos extremos e, acima de tudo, uma nova cultura de adaptação que atravesse gerações. O produtor não pode continuar refém do acaso climático — o Estado precisa estar ao seu lado com planejamento, tecnologia, apoio financeiro e conhecimento técnico, garantindo que o agronegócio paranaense, que move a economia do estado, tenha condições de enfrentar os desafios do clima que já chegou.
1: Monitoramento climático integrado e em tempo real
Criar o Sistema Estadual de Monitoramento Climático para o Agro, integrando dados do Simepar, INMET, estações meteorológicas privadas e imagens de satélite em uma plataforma acessível ao produtor. Disponibilizar boletins climáticos regionalizados com periodicidade diária, alertas precoces para eventos extremos e recomendações de manejo baseadas nas previsões. Implantar rede de estações meteorológicas em todos os municípios com produção agrícola significativa, garantindo dados locais e precisos.
2: Irrigação e gestão hídrica
Criar o Programa Estadual de Irrigação Estratégica, com linhas de financiamento subsidiado para implantação de sistemas de irrigação eficientes (gotejamento, pivô central) em regiões com histórico de estiagem. Investir na construção de pequenos e médios reservatórios para acúmulo de água nas propriedades, garantindo suprimento em períodos de seca. Mapear e proteger áreas de recarga hídrica, com pagamento por serviços ambientais para produtores que preservarem nascentes e matas ciliares.
3: Zoneamento e planejamento adaptativo
Atualizar permanentemente o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) com base em cenários futuros, não apenas em séries históricas. Desenvolver cenários climáticos regionalizados para o Paraná até 2050, orientando políticas de longo prazo e escolha de cultivares mais adaptadas. Criar o Selo de Resiliência Climática para propriedades que adotarem práticas comprovadas de adaptação.
4: Seguro rural e proteção financeira
Ampliar o subsídio ao seguro rural para pequenos e médios produtores, garantindo que o custo não inviabilize a contratação. Criar linhas de crédito emergencial com juros zero para recuperação de lavouras afetadas por eventos climáticos extremos. Desenvolver mecanismos inovadores de proteção, como seguro paramétrico baseado em índices climáticos (índice de chuva, temperatura), com pagamento automático quando gatilhos são acionados.
5: Assistência técnica para adaptação
Capacitar a rede de assistência técnica (pública e privada) em manejo adaptativo às mudanças climáticas, com foco em práticas que aumentem a resiliência das lavouras. Criar o programa "Técnico do Clima" , com extensionistas rurais especializados em adaptação climática atuando nas regiões mais vulneráveis. Implantar unidades de referência tecnológica em diferentes regiões do estado, demonstrando na prática técnicas de adaptação que funcionam.
6: Diversificação produtiva e sistemas integrados
Incentivar a diversificação de culturas nas propriedades, reduzindo a dependência de uma única atividade e espalhando riscos. Ampliar a adoção de sistemas integrados (ILPF) , que aumentam a resiliência do sistema produtivo como um todo, melhoram o solo e reduzem emissões . Fomentar cadeias produtivas regionais diversificadas, com apoio a culturas adaptadas a diferentes condições climáticas.
7: Pesquisa, desenvolvimento e inovação
Fortalecer a parceria com Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) , Embrapa e universidades para desenvolvimento de cultivares mais tolerantes a seca, calor e excesso hídrico. Investir em biotecnologia e melhoramento genético voltados à adaptação climática. Criar fundo estadual para inovação em adaptação climática no agro , financiando projetos piloto e startups do setor.
8: Infraestrutura rural resiliente
Investir na adequação de estradas vicinais para suportar chuvas intensas, com sistemas de drenagem, pontes e bueiros dimensionados para eventos extremos. Implantar redes de energia resilientes no campo, com linhas subterrâneas em áreas críticas e sistemas de backup para unidades de armazenamento.
9: Preparação para eventos extremos
Elaborar e implantar o Plano Estadual de Contingência para Eventos Climáticos Extremos no Agro , com protocolos claros para seca, enchente, granizo e geada. Criar força-tarefa rápida para atuar em emergências climáticas no campo, com equipes, equipamentos e recursos financeiros previamente alocados. Estabelecer sistemas de alerta precoce com comunicação direta ao produtor via celular, rádio e aplicativos.
EXEMPLOS QUE INSPIRAM
Diante da nova realidade climática que já impõe prejuízos crescentes ao campo paranaense, nossas soluções partem de um princípio inegociável: não se enfrenta a imprevisibilidade do clima com improvisos ou medidas reativas. É preciso estruturar uma política de Estado baseada em monitoramento em tempo real, irrigação estratégica, zoneamento adaptativo, proteção financeira via seguro rural, assistência técnica especializada, diversificação produtiva, pesquisa e inovação, infraestrutura resiliente, planos de contingência para eventos extremos e, acima de tudo, uma nova cultura de adaptação que atravesse gerações. O produtor não pode continuar refém do acaso climático — o Estado precisa estar ao seu lado com planejamento, tecnologia, apoio financeiro e conhecimento técnico, garantindo que o agronegócio paranaense, que move a economia do estado, tenha condições de enfrentar os desafios do clima que já chegou.









Experiência | Lição Aprendida |
Sistema ILPF no Norte do Paraná | Propriedades que adotaram integração lavoura-pecuária-floresta mostram maior resiliência a secas e melhor qualidade do solo. Modelo pode e deve ser ampliado. |
Irrigação por gotejamento em cafezais | Experiência no Norte Pioneiro demonstra que irrigação de precisão reduz riscos e mantém produtividade mesmo em estiagens prolongadas. |
Cooperativa Coamo – seguro participativo | Modelo cooperativo que oferece proteção aos cooperados e demonstra que organização coletiva reduz vulnerabilidade. |
Plano ABC+ (federal) | Programa de incentivo a práticas de baixo carbono, incluindo recuperação de pastagens e plantio direto. Precisa ser ampliado e ter adesão facilitada. |
Estações meteorológicas privadas conectadas | Produtores que investem em estações próprias e compartilham dados em rede tomam decisões mais acertadas. Exemplo a ser incentivado por políticas públicas. |
Seguro paramétrico em outros países | Experiências internacionais com seguros baseados em índices climáticos mostram agilidade e menor custo. Modelo pode ser adaptado ao Paraná. |
Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) | Ferramenta existente e eficaz, mas subutilizada. Precisa ser mais divulgada e integrada a políticas de crédito. |
Programa de alerta fitossanitário integrado | Algumas regiões já têm sistemas de alerta para pragas integrados a dados climáticos. Modelo pode ser ampliado para todos os riscos. |
Reservatórios compartilhados no Sudoeste | Experiências de pequenos agricultores que construíram reservatórios comunitários para irrigação mostram que cooperação funciona. |
O COMPROMISSO DE LEANDRO
“O clima mudou — e o Paraná precisa mudar com ele. Não podemos mais tratar os eventos extremos como exceção; eles são a nova regra. Vou trabalhar para implantar um sistema estadual de monitoramento climático em tempo real, ampliar a irrigação estratégica, fortalecer o seguro rural, levar assistência técnica especializada em adaptação para todas as regiões e incentivar sistemas produtivos mais resilientes, como a integração lavoura-pecuária-floresta. O produtor paranaense não pode ficar sozinho diante da fúria do clima. O Estado precisa estar ao seu lado — com planejamento, com tecnologia, com apoio. Porque sem agricultura forte, não há Paraná forte.”
// O QUE ME DIFERENCIA E ME CAPACITA
Não sou político de carreira.
Não sou político de carreira.
Sou empreendedor, estudioso e
movido a dados.
Empreendedor
Conheço as dificuldades de quem produz, gera emprego e paga imposto. Enfrento burocracia e os nãos do sistema
Data driven
Minhas propostas são construídas com base em dados, diagnósticos técnicos e evidências. Nada de achismo.
Estudioso
Estudei as regras, aprendi sobre seus direitos e me preparei para não ser enganado. Conhecimento técnico para tomar as melhores decisões.
Visão de longo prazo
Não penso só na próxima eleição. Planejo para os próximos 10, 20 anos.
Compromisso com a verdade
Não prometo o que não posso cumprir. Entrego resultados. Transparência radical em tudo o que faço.
Escuta ativa
Conheço o Paraná de ponta a ponta. Sei das dificuldades de quem vive longe da capital. Minha voz é a soma de muitas vozes.
VAMOS JUNTOS
Se esse assunto faz sentido para você, se toca sua realidade ou de alguém que você conhece, vamos juntos. Conte comigo. Conte com Leandro Cazaroto.
Juntos por um Paraná mais justo, eficiente e inovador.