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UPA em Curitiba: tempo de espera, superlotação e o que pode mudar com política pública

UPA em Curitiba: tempo de espera, superlotação e o que pode mudar com política pública

A porta de entrada da urgência que virou sinônimo de espera e sofrimento


Você já passou uma noite inteira numa UPA de Curitiba?

Já viu idoso sentado em cadeira de plástico por 12 horas esperando um atendimento que não chegava? Já ouviu mãe com criança febril sendo informada que a espera seria de “no mínimo 8 horas”? Já foi atendido em corredor porque não havia leito na sala de observação?

Se sim, você sabe do que estou falando.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba estão superlotadas. O tempo de espera disparou. A estrutura, que já foi referência, está sucateada. E o trabalhador, que depende do SUS, paga o preço.


Os números que assustam

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde e relatórios de fiscalização, o tempo médio de espera para atendimento não emergencial nas UPAs de Curitiba varia entre 4 e 8 horas.

Para atendimento de urgência (risco iminente de morte), o tempo médio tem ficado entre 30 minutos e 2 horas — muito acima do aceitável.

A superlotação é crônica. As 10 UPAs da capital recebem juntas mais de 600 mil atendimentos por ano. Em dias de pico, a ocupação ultrapassa 150% da capacidade.

Pacientes são atendidos em macas no corredor. Salas de observação com 6 leitos recebem 12 pacientes. O banheiro é improvisado como posto de enfermagem.

Isso não é exceção. É rotina.


Por que as UPAs estão assim?

Demanda acima da capacidade

Curitiba cresceu. A população aumentou. Novos bairros surgiram. A demanda por saúde cresceu mais que a oferta. As UPAS que atendiam 50 mil pessoas por ano agora atendem 80 mil.

Falta de médicos

Escassez de profissionais — especialmente à noite e nos fins de semana. Muitas UPAs funcionam com equipe reduzida no horário noturno. Um único médico atende dezenas de pacientes.

Gargalo na regulação

O paciente que precisa ser internado depende da Central de Regulação de Leitos. Se não há vaga em hospital, ele fica na UPA — ocupando espaço, consumindo recurso, atrasando o atendimento dos próximos.

Uso inadequado da porta de urgência

Muita gente vai à UPA com problema que poderia ser resolvido na UBS (Unidade Básica de Saúde). Mas a UBS não tem horário estendido. Não abre fim de semana. E o posto mais próximo pode estar a 3 km. O trabalhador não tem opção. Vai à UPA. Lotando ainda mais.


Para mim, Leandro Cazaroto, essa realidade é inaceitável

Atuo no mercado imobiliário há anos e acompanho de perto o impacto da falta de infraestrutura urbana na vida das pessoas.

Já vi família desistir de comprar um imóvel porque não havia UPA perto. Já vi mãe deixar de trabalhar porque precisava levar o filho no pronto-socorro e sabia que seriam 6 horas de espera. Já vi idoso ser atendido no corredor, com vergonha, sem privacidade, sem dignidade.

A UPA superlotada não é problema só da saúde. É problema de planejamento urbano. É problema de distribuição de equipamentos públicos. É problema de falta de articulação entre estado e município.

E, acima de tudo, é problema de quem não cobra resultado.


O que pode mudar com política pública

Mais UPAs, onde falta

Curitiba tem 10 UPAs. É um número bom para uma capital desse porte — mas mal distribuído. Bairros como CIC, Tatuquara, Sítio Cercado e Cajuru têm demanda muito maior que a oferta. Novas UPAs precisam ser construídas onde a população mais cresce.

Horário estendido nas UBSs

Se a UBS ficasse aberta até as 22h e funcionasse aos sábados, grande parte da demanda da UPA seria absorvida. O trabalhador não teria que escolher entre perder o dia de serviço ou arriscar uma noite inteira de espera. O estado pode financiar esse modelo.

Regulação de leitos eficiente

O paciente internado na UPA precisa sair em até 24 horas — por regra do Ministério da Saúde. Mas isso não acontece porque falta leito em hospital. O estado precisa ampliar a rede hospitalar e melhorar o sistema de regulação para que a saída da UPA seja rápida.

Programa estadual de valorização da atenção primária

O SUS funciona melhor quando o paciente não chega à urgência. Mais médicos nas UBSs. Mais agentes comunitários. Mais campanhas de prevenção. Menos gente na fila da UPA.


O compromisso de Leandro Cazaroto

Como pré-candidato a deputado estadual em 2026, minha missão é cobrar políticas públicas que ataquem a superlotação das UPAs pela raiz — não com remendo.

Vou fiscalizar o contrato de gestão das UPAs em Curitiba e na RMC — e exigir transparência sobre tempo de espera, número de atendimentos e taxa de ocupação.

Vou propor que o estado crie um programa de financiamento para UBSs com horário estendido — aliviando a pressão sobre as UPAs.

Vou cobrar a ampliação da rede de leitos hospitalares na Região Metropolitana — para que o paciente internado não fique dias ocupando espaço na UPA.

E vou denunciar onde o dinheiro existe, mas a gestão é incompetente.

Ninguém merece passar 8 horas numa cadeira de plástico esperando atendimento. Isso não é falta de recurso. É falta de quem cobre.


Faça parte dessa construção

Você já passou por atendimento em UPA em Curitiba ou na RMC? Quanto tempo esperou? Como foi tratado?

Compartilhe este artigo com seus amigos, vizinhos e familiares. Quanto mais gente falar sobre a superlotação das UPAs, maior a pressão para que o estado e a prefeitura ajam juntos.

Siga Leandro Cazaroto nas redes sociais e acompanhe as propostas para saúde, infraestrutura urbana e qualidade de vida no Paraná.


Pergunta para você, que leu até aqui:

Na sua experiência, qual é o maior problema das UPAs em Curitiba: falta de médicos, superlotação crônica, demora para internação ou uso inadequado da urgência? Deixe sua resposta nos comentários. Sua experiência ajuda a construir uma pauta mais forte para as eleições 2026.


Juntos, podemos transformar a UPA de sinônimo de espera em sinônimo de acolhimento.

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leandrocazarotodep

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