Voluntariado no Paraná: como a participação cidadã fortalece o que o estado não consegue sozinho
O poder da sociedade organizada para transformar realidades que o poder público não alcança
O estado não consegue fazer tudo sozinho.
Não é falta de vontade de servidores públicos. É falta de estrutura, de orçamento e, muitas vezes, de capilaridade para chegar onde a necessidade é maior.
É aí que entra o voluntariado.
Milhares de paranaenses doam tempo, conhecimento e recursos para causas sociais, ambientais, culturais e esportivas. Sem essa ajuda, muitas comunidades simplesmente não teriam creche, reforço escolar, distribuição de alimentos, atendimento a idosos ou proteção a animais abandonados.
O voluntariado não substitui o estado. Mas fortalece o que o estado não consegue fazer sozinho.
E merece ser reconhecido, incentivado e ampliado.
O que o voluntariado já faz no Paraná
Educação
Voluntários dão aula de reforço para crianças em situação de vulnerabilidade. Ensaiam música em projetos sociais. Alfabetizam adultos que não tiveram chance na idade certa.
Assistência social
Bancos de alimentos, cozinhas comunitárias, distribuição de roupas e cobertores. Grupos que visitam asilos, orfanatos e hospitais. Acolhimento a migrantes e refugiados.
Meio ambiente
Mutirões de limpeza de rios e praias. Plantio de árvores em áreas degradadas. Campanhas de reciclagem e conscientização ambiental.
Proteção animal
Resgate, castração, adoção e cuidados temporários de cães e gatos abandonados. Sem esses grupos, a situação dos animais nas ruas seria muito pior.
Cultura e esporte
Escolas de futebol, capoeira, dança, teatro e música mantidas por voluntários. Festas comunitárias, eventos culturais, campeonatos esportivos.
Para mim, Leandro Cazaroto, o voluntariado é exemplo
Atuo no mercado imobiliário há anos e, nessa trajetória, conheci projetos sociais mantidos por voluntários que fazem mais com pouco do que muitos programas públicos fazem com muito.
Já vi uma creche comunitária funcionar por anos com doações de vizinhos e trabalho de mães voluntárias. Já vi um grupo de jovens levar reforço escolar para crianças de um bairro onde a escola municipal não tinha vaga suficiente.
O voluntariado não espera o estado resolver. Ele se organiza, se mobiliza e faz acontecer.
Isso é admirável. Mas também é um sinal de que o estado precisa fazer a sua parte.
O voluntário não pode ser tratado como substituto do poder público. Ele deve ser parceiro — apoiado, valorizado e potencializado.
O que o estado do Paraná faz — e o que ainda não faz
O estado tem o Programa Voluntário Paraná, que conecta pessoas a organizações que precisam de ajuda. Tem também o programa Universidade Sem Fronteiras, que leva acadêmicos voluntários para comunidades carentes. E o Mutirão do Bem, que mobiliza voluntários para ações emergenciais.
Esses programas são importantes. Mas são pequenos perto da necessidade.
O que falta?
Falta incentivo fiscal para empresas que liberam funcionários para trabalho voluntário. Falta capacitação e certificação para voluntários. Falta divulgação massiva das oportunidades. Falta estrutura para que as organizações possam coordenar melhor quem quer ajudar.
E, acima de tudo, falta um plano estadual de fomento ao voluntariado — com orçamento, metas e indicadores.
O compromisso de Leandro Cazaroto
Como pré-candidato a deputado estadual em 2026, minha missão é fortalecer a relação entre estado e voluntariado.
Vou propor um programa estadual de incentivo ao voluntariado, com três pilares:
1. Capacitação
Cursos gratuitos para voluntários, em parceria com universidades e SENAC. Gestão de projetos, primeiros socorros, acolhimento a públicos vulneráveis, comunicação e captação de recursos.
2. Certificação e registro
Um sistema estadual de registro de voluntários, com certificação das horas doadas. O voluntário pode usar essa certificação em currículos, processos seletivos e concursos públicos — como critério de desempate.
3. Incentivo a empresas
Empresas que liberarem funcionários para trabalho voluntário poderão ter incentivos fiscais estaduais. Funcionário doa 4 horas por mês. Empresa ganha selo de responsabilidade social. Todo mundo ganha.
Além disso, vou fiscalizar os programas existentes — para que tenham orçamento, equipe e resultados mensuráveis.
O voluntariado não pode ser tratado como enfeite de governo. Precisa ser política pública de verdade.
Como você pode fazer a diferença
Você quer ser voluntário e não sabe por onde começar?
Existem centenas de organizações no Paraná precisando de ajuda. Desde uma hora por semana até projetos de maior dedicação.
Algumas ideias:
- Procure o Programa Voluntário Paraná no site do governo estadual
- Pesquise ONGs na sua cidade que atuam com crianças, idosos, animais ou meio ambiente
- Pergunte na sua igreja, associação de bairro ou clube de serviços
- Converse com vizinhos e amigos que já são voluntários
Não precisa ter experiência. Precisa ter disposição.
Faça parte dessa construção
Você já é voluntário ou conhece alguém que é? Já participou de mutirão, campanha ou projeto social? Qual foi a experiência mais marcante?
Compartilhe este artigo com seus amigos, familiares e colegas de trabalho. Quanto mais gente entender a importância do voluntariado, mais forte será a pressão para que o estado apoie quem já faz.
Siga Leandro Cazaroto nas redes sociais e acompanhe as propostas para fortalecer a participação cidadã e a sociedade civil organizada no Paraná.
Pergunta para você, que leu até aqui:
Qual causa social mais toca o seu coração: crianças, idosos, educação, meio ambiente, proteção animal ou outra? Você já pensou em ser voluntário ou já é? Deixe sua resposta nos comentários. Sua experiência pode inspirar outras pessoas.
Juntos, podemos fazer do Paraná um estado onde o voluntariado seja valorizado, incentivado e multiplicado.
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