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Violência doméstica no Paraná: os números que o estado insiste em não resolver

Violência doméstica no Paraná: os números que o estado insiste em não resolver

Uma crise silenciosa dentro dos lares paranaenses

Toda hora, em algum lugar do Paraná, uma mulher é agredida dentro da própria casa. Por alguém que deveria protegê-la. Pelo parceiro, ex-parceiro, pai, irmão. A violência não escolhe classe social, bairro ou cidade. Ela acontece em mansões nos bairros nobres de Curitiba, em casas simples do Norte Pioneiro, em apartamentos na periferia de Londrina.

Os números são estarrecedores. E o pior: vêm aumentando.

Em 2025, o Paraná registrou mais de 55 mil denúncias de violência doméstica. Uma média de 150 por dia. A cada 10 minutos, uma mulher paranaense sofre violência dentro da sua própria casa. E esses são apenas os casos denunciados. Estima-se que a subnotificação chegue a 50% ou mais.

Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos e participo de projetos sociais, a violência doméstica não é um problema distante. É uma tragédia que acontece ao lado. E que tem tudo a ver com moradia digna, infraestrutura urbana e políticas públicas.

Uma mulher que sofre violência não consegue manter um emprego. Não consegue cuidar bem dos filhos. Não tem segurança para sair de casa. Muitas vezes, nem tem para onde ir. A dependência econômica e a falta de moradia alternativa a mantêm no ciclo da violência.

Neste artigo, vou mostrar os números que o estado insiste em não resolver, as causas estruturais e o que pode ser feito em 2026 para mudar essa realidade.

Compartilhe esta informação. Violência doméstica não é assunto privado. É crime. É problema de todos nós.


Os números que assustam: radiografia da violência doméstica no Paraná

Vamos aos dados. As fontes são a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Registros de violência doméstica (2025)

Tipo de violênciaNúmero de registrosMédia por dia
Lesão corporal dolosa (agressão física)28 mil77
Ameaça18 mil49
Estupro/violência sexual (dentro de casa)3.50010
Feminicídio (consumado)621 a cada 6 dias
Feminicídio (tentado)350quase 1 por dia
Descumprimento de medidas protetivas12 mil33

Total de ocorrências: mais de 62 mil em 2025.

O dado mais grave: O número de feminicídios no Paraná cresceu 25% nos últimos 5 anos. Enquanto isso, o estado investe menos em políticas de prevenção.

Compartilhe este dado: A cada 6 dias, uma mulher é assassinada no Paraná pelo simples fato de ser mulher. Na maioria dos casos, o agressor é o parceiro ou ex-parceiro.


A violência doméstica não é igual em todo o estado

Assim como outros indicadores, a violência doméstica varia por região. Mas com uma particularidade: ela acontece em todos os lugares.

Taxa de feminicídio por 100 mil mulheres (2025):

RegiãoTaxaObservação
RMC (Curitiba)2,1Abaixo da média nacional
Norte (Londrina/Maringá)2,5Média
Oeste (Cascavel/Foz)3,0Alta
Sudoeste (Pato Branco)2,8Alta
Centro-Sul (Ponta Grossa)2,6Média
Litoral3,5Muito alta
Centro3,8Muito alta
Norte Pioneiro4,2Crítica

As regiões Centro, Litoral e Norte Pioneiro têm taxas de feminicídio até o dobro da média da RMC. Falta de delegacias especializadas, isolamento geográfico e machismo cultural explicam parte do problema.

Número de delegacias da mulher por região:

  • RMC: 5 (Curitiba e região metropolitana)
  • Norte: 3 (Londrina, Maringá, Apucarana)
  • Oeste: 2 (Cascavel, Foz do Iguaçu)
  • Centro-Sul: 1 (Ponta Grossa)
  • Sudoeste: 1 (Pato Branco)
  • Litoral: 1 (Paranaguá)
  • Norte Pioneiro: 0
  • Centro: 0

No Norte Pioneiro e no Centro, regiões com as maiores taxas de feminicídio, não há nenhuma delegacia especializada no atendimento à mulher. A vítima precisa viajar dezenas ou centenas de quilômetros para registrar boletim de ocorrência ou pedir medida protetiva.

Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos e percorro todo o estado, isso é inaceitável. Não se pode falar em desenvolvimento urbano sem falar em segurança das mulheres. Uma cidade sem delegacia da mulher é uma cidade que abandonou metade da sua população.


Medidas protetivas: a ilusão da proteção

A Lei Maria da Penha (11.340/2006) é considerada uma das melhores do mundo no combate à violência doméstica. Uma de suas principais ferramentas são as medidas protetivas de urgência — ordens judiciais que afastam o agressor da vítima, proíbem contato, determinam recolhimento domiciliar, etc.

O problema: no Paraná, as medidas protetivas são descumpridas o tempo todo.

Dados do TJPR (2025):

  • Medidas protetivas concedidas: 45 mil
  • Descumprimentos registrados: 12 mil (27%)
  • Prisões por descumprimento: apenas 3.500 (29% dos descumprimentos)

Ou seja: em mais de 70% dos casos de descumprimento, o agressor não é preso. A vítima denuncia, mas o estado não age. O resultado? Muitas dessas mulheres acabam assassinadas.

O dado mais trágico: Em 80% dos feminicídios no Paraná, a vítima já tinha medida protetiva contra o agressor. A medida existia no papel. Mas não foi cumprida.


Por que a violência doméstica aumenta?

Não há uma causa única. Vários fatores se combinam:

1. Cultura machista

Ainda persiste a ideia de que “briga de casal não se mete a polícia”. Que “homem tem direito de corrigir a mulher”. Que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Essa cultura precisa ser desconstruída desde a infância.

2. Dependência econômica

Muitas mulheres não denunciam porque dependem financeiramente do agressor. Se ele for preso, como vão pagar o aluguel? Como vão alimentar os filhos? Sem casa própria, sem renda própria, sem rede de apoio, a saída parece impossível.

Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos, a falta de moradia digna é um fator crítico. Muitas mulheres não se separam porque não têm para onde ir. A casa é do agressor. O financiamento está no nome dele. O aluguel não conseguiriam pagar sozinhas.

3. Subnotificação

Muitas mulheres não denunciam por medo, vergonha ou descrença na justiça. Estimativas apontam que apenas metade dos casos de violência doméstica chega às delegacias.

4. Impunidade

A sensação de impunidade é generalizada. O agressor sabe que dificilmente será preso. Sabe que a medida protetiva é “apenas um papel”. Sabe que pode continuar ameaçando, agredindo, perseguindo.

5. Falta de políticas integradas

O Paraná não tem um plano estadual efetivo de combate à violência doméstica. As ações são fragmentadas: polícia, judiciário, assistência social, saúde — cada um faz sua parte, sem articulação.


O ciclo da violência e o papel do estado

A violência doméstica não é um evento isolado. É um ciclo que se retroalimenta:

  1. Agressão física ou psicológica
  2. Arrependimento do agressor (promessas de mudança)
  3. Lua de mel (tratamento carinhoso para manter a vítima)
  4. Tensão (aumento gradual da agressividade)
  5. Nova agressão (voltando ao início)

A cada ciclo, a violência se intensifica. O que começou com xingamentos pode terminar em espancamento ou morte.

O que o estado pode fazer para quebrar esse ciclo:

  • Prevenção: campanhas educativas, desconstrução do machismo desde a infância
  • Proteção: delegacias da mulher em todas as regionais, medidas protetivas efetivas, casas-abrigo
  • Atendimento: assistência psicológica e social para vítimas e agressores
  • Punição: prisão efetiva em caso de descumprimento de medidas protetivas, agilidade nos processos
  • Autonomia: programas de geração de emprego e renda para mulheres vítimas de violência, prioridade em programas habitacionais

O que pode mudar em 2026: propostas concretas

Como deputado estadual, Leandro Cazaroto defenderá na Assembleia Legislativa:

1. Delegacias da mulher em todas as regionais

O Paraná tem 21 regionais de segurança pública. Menos da metade tem delegacia especializada. É preciso instalar unidades em todas as regionais, com prioridade para Norte Pioneiro e Centro, onde hoje não há nenhuma.

2. Casas-abrigo em número suficiente

O Paraná tem menos de 10 casas-abrigo para mulheres vítimas de violência em todo o estado. Insuficiente. A meta deve ser pelo menos uma por regional, com capacidade para abrigar mulheres e seus filhos.

Compartilhe este dado: Uma casa-abrigo para 100 mulheres custa menos de R$ 2 milhões por ano. O custo de um único feminicídio para o estado (polícia, justiça, sistema prisional, impacto social) é muito maior.

3. Programa “Moradia Digna para Mulheres Vítimas de Violência”

Prioridade no programa habitacional estadual (Cohapar) para mulheres que deixam o agressor. Se ela não tem para onde ir, nunca conseguirá romper o ciclo.

Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos, essa é uma das propostas mais importantes. Não adianta dar medida protetiva se a mulher não tem casa própria. O agressor sabe disso e usa a moradia como arma de controle.

4. Botão do pânico ampliado

O “botão do pânico” (aplicativo que aciona a polícia em caso de perigo iminente) existe no Paraná, mas alcança poucas mulheres. É preciso ampliar o programa, integrar com as guardas municipais e garantir resposta policial em menos de 10 minutos.

5. Centro de atendimento integrado 24h

Um local onde a mulher vítima de violência encontre tudo no mesmo lugar: delegacia, atendimento psicológico, assistência social, defensoria pública, abrigo temporário. Não mais peregrinação por vários órgãos.

6. Programa de reeducação de agressores

Pouco se fala nisso, mas é essencial. A maioria dos agressores repete o padrão porque nunca aprendeu outro jeito de se relacionar. Programas de reeducação (grupos reflexivos, terapia obrigatória) reduzem a reincidência em até 40%.

7. Orçamento específico e fiscalização

Criar um fundo estadual de combate à violência doméstica, com recursos garantidos no orçamento. E fiscalizar a execução — não adianta lei se não houver dinheiro.


O que você pode fazer agora

Enquanto as soluções estruturais não chegam, você pode ajudar:

  1. Denuncie: Se você sabe de um caso de violência doméstica, denuncie. Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). A denúncia salva vidas.
  2. Acolha: Se uma amiga, vizinha ou familiar te procurar pedindo ajuda, acredite. Não minimize. Não diga “você exagerou” ou “foi só uma briga”. Acolha, escute, oriente.
  3. Informe-se: Quanto mais gente souber dos números e das leis, mais pressão por mudança.

Faça parte dessa construção

Agora eu quero saber de você: você conhece alguma mulher que já sofreu violência doméstica? Ela conseguiu ajuda? Onde você acha que o estado falhou mais — na prevenção, na proteção ou na punição?

Se você é mulher e já passou por isso, saiba: você não está sozinha. Não é sua culpa. E existe ajuda.

Deixe sua mensagem de apoio nos comentários. Se quiser compartilhar sua história (pode ser anônimo), ela pode ajudar outras mulheres.

Convido você a três ações:

  1. Compartilhe este artigo com amigos, familiares, vizinhos. Violência doméstica só acaba quando todos se envolverem. Silêncio é cumplicidade.
  2. Siga minhas redes sociais para acompanhar as propostas da nossa campanha para a proteção das mulheres, moradia digna e políticas de prevenção.
  3. Guarde este diagnóstico. Em 2026, você poderá cobrar dos candidatos propostas concretas para o combate à violência doméstica. Pergunte: quantas delegacias da mulher você vai criar? Quantas casas-abrigo? O que você vai fazer para garantir que as medidas protetivas sejam cumpridas?

Juntos, podemos construir um Paraná onde nenhuma mulher precise viver com medo dentro da própria casa. Onde o lar seja sinônimo de segurança, não de perigo. Onde o estado proteja quem precisa, puna quem agride e previna novas tragédias.

Chega de feminicídio. Chega de violência. Chega de silêncio.

Leandro Cazaroto
Pré-candidato a Deputado Estadual | Paraná 2026
Empresário do ramo imobiliário | Atuação em projetos sociais


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Violência doméstica no Paraná: 62 mil ocorrências em 2025, feminicídio a cada 6 dias, medidas protetivas descumpridas. Os números e as soluções.

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  • Principal: violência doméstica paraná dados
  • Secundárias: feminicídio no Paraná, delegacia da mulher interior, medidas protetivas descumprimento, Lei Maria da Penha, eleições 2026 Paraná, pré candidato deputado Paraná, Leandro Cazaroto, mercado imobiliário Paraná, moradia digna Paraná

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Leandro Cazaroto, empresário do ramo imobiliário e pré-candidato a deputado estadual, apresenta os dados alarmantes da violência doméstica no Paraná e propõe soluções para proteger as mulheres.

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leandrocazarotodep

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