Turismo como Vetor Econômico: Roteiros e potencialidades pouco exploradas no Paraná
Nosso estado vai muito além das Cataratas. Vamos descobrir juntos como transformar cada cidade paranaense em um destino turístico próspero e gerador de empregos.
Quando falamos em turismo no Paraná, a primeira imagem que vem à mente são as espetaculares Cataratas do Iguaçu. E não é para menos: uma das Sete Maravilhas da Natureza atrai milhões de visitantes todos os anos. Mas o Paraná é um estado gigante, cheio de belezas naturais, históricas e culturais que ainda dormem no anonimato. Em 2026, precisamos olhar para o turismo não apenas como lazer, mas como um poderoso vetor econômico capaz de gerar empregos, movimentar a economia local e promover o desenvolvimento urbano sustentável.
Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos e entendo como o uso inteligente do território transforma cidades, o turismo é uma peça-chave nesse quebra-cabeça. Quando uma cidade se torna um destino turístico, ela não só atrai visitantes: ela precisa de infraestrutura, de moradia para os trabalhadores do setor, de comércio qualificado e de planejamento urbano. É um ciclo virtuoso que começa com a valorização do que é nosso.
O Paraná que você não conhece (e precisa conhecer)
O potencial turístico do nosso estado é imenso e diversificado. Temos serra, cânions, praias de água doce e salgada, cidades históricas, rotas religiosas, turismo rural, enoturismo e muito mais. O problema é que grande parte desse potencial permanece inexplorado por falta de infraestrutura, divulgação e políticas públicas integradas.
Vamos pensar em algumas regiões:
- Noroeste do Paraná: Com seus rios e reservatórios, tem um enorme potencial para o turismo náutico e de pesca esportiva, ainda pouco estruturado.
- Norte Pioneiro: Rota das Cinzas, com suas paisagens e cachoeiras, poderia se tornar um polo de ecoturismo e aventura.
- Litoral: Além do litoral sul (Guaratuba, Matinhos), temos praias praticamente desertas e comunidades caiçaras que preservam uma cultura riquíssima, como em Superagui.
- Centro-Sul e Campos Gerais: Com os paredões dos cânions (Guartelá, Rio dos Patos) e a Rota dos Tropeiros, temos um potencial enorme para o turismo de aventura e histórico.
- Oeste e Sudoeste: O turismo rural e as rotas de vinícolas têm crescido, mas podem ser muito mais impulsionados com apoio técnico e divulgação.
Cada uma dessas regiões tem uma vocação própria que, se desenvolvida, pode se tornar uma fonte de geração de emprego e renda para milhares de famílias paranaenses.
Infraestrutura: A base para um turismo forte
De que adianta ter paisagens deslumbrantes se o visitante não tem onde se hospedar, estradas esburacadas para chegar ou falta de saneamento básico? A infraestrutura urbana é a espinha dorsal de qualquer destino turístico de sucesso.
Como empresário do setor imobiliário, sei que o desenvolvimento de um polo turístico atrai investimentos em construção civil, desde pousadas e hotéis até segunda residência e comércio. Isso gera empregos diretos na construção e indiretos em toda a cadeia produtiva. Mas para que isso aconteça de forma ordenada, precisamos de planejamento.
É preciso investir em:
- Melhoria e sinalização de estradas e rodovias que dão acesso aos pontos turísticos.
- Saneamento básico e coleta de lixo nas áreas com maior fluxo de visitantes.
- Internet de qualidade em pousadas e centros de informação turística.
- Qualificação profissional para receber bem o turista (guias, garçons, recepcionistas).
Quando a infraestrutura chega, o valor dos imóveis na região se valoriza, e isso precisa ser feito com responsabilidade, garantindo que a comunidade local também seja beneficiada e que o crescimento seja sustentável.
Turismo e Moradia: Uma relação possível
Um ponto que sempre me preocupa, e que está diretamente ligado à minha atuação, é o impacto do turismo no mercado imobiliário local. Em muitos lugares, o crescimento desordenado do turismo pode levar à especulação imobiliária e expulsar os moradores originais de suas comunidades.
Por isso, defendo um turismo que dialogue com a moradia digna. Precisamos de políticas de regularização fundiária nas áreas turísticas para garantir que as comunidades tradicionais (caiçaras, quilombolas, agricultores familiares) possam permanecer em suas terras e se beneficiar economicamente do turismo.
Podemos incentivar modelos como o turismo de base comunitária, onde a própria comunidade organiza a recepção dos visitantes, oferecendo hospedagem em casas de família, comida caseira e experiências autênticas. É uma forma de gerar renda sem descaracterizar a cultura local e sem expulsar ninguém de sua casa.
Transparência e Planejamento
Para que tudo isso saia do papel, é fundamental a transparência pública no planejamento turístico. Os recursos destinados ao setor precisam ser aplicados de forma clara e com participação da sociedade. As prefeituras, o estado e a iniciativa privada precisam trabalhar juntos, com metas claras e prestação de contas.
Quero, na Assembleia Legislativa, ser um fiscal atento desses investimentos e um proponente de leis que incentivem o turismo sustentável, a desburocratização para a abertura de pequenos negócios turísticos e a integração entre as regiões.
O Paraná tem tudo para se tornar um dos principais destinos turísticos do Brasil. Basta querermos explorar esse potencial com inteligência, planejamento e respeito às nossas comunidades.
Compartilhe esta informação! Conte nos comentários: qual é aquele lugar especial na sua cidade ou região que você acha que deveria ser mais conhecido e visitado? Vamos montar juntos um grande mapa do turismo paranaense!
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