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Suicídio no Paraná: os municípios mais afetados e a política pública que precisa chegar

Suicídio no Paraná: os municípios mais afetados e a política pública que precisa chegar

A morte silenciosa que o estado insiste em não discutir abertamente


O Paraná tem uma das maiores taxas de suicídio do Sul do Brasil.

Segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e da Secretaria de Estado da Saúde, centenas de paranaenses tiram a própria vida todos os anos. Milhares tentam.

Os municípios mais afetados não são os grandes centros. São cidades pequenas, no interior, na Região Metropolitana, no Vale do Ribeira. Lugares onde o CAPS não existe, onde o psicólogo é raro, onde o psiquiatra atende uma vez por mês.

O idoso que perdeu o sentido da vida. O jovem que não vê futuro. O trabalhador que está endividado. A mulher que sofre violência doméstica. O adolescente que sofre bullying.

Essas pessoas poderiam ser salvas com acolhimento, com escuta, com tratamento. Mas o estado não chega. A política pública é insuficiente. O tabu impede a conversa.

O suicídio é uma tragédia evitável. E o Paraná está fazendo muito pouco para evitá-lo.


Os números que o estado precisa encarar

Segundo dados oficiais, o Paraná registra mais de 1.500 mortes por suicídio por ano. A taxa é de aproximadamente 13 mortes por 100 mil habitantes — acima da média nacional (que gira em torno de 11 por 100 mil).

Os municípios com as maiores taxas são:

Vale do Ribeira: Doutor Ulysses, Cerro Azul, Tunas do Paraná. Isolamento, pobreza, falta de acesso à saúde.

Região Metropolitana: Colombo, Piraquara, Fazenda Rio Grande. Crescimento desordenado, violência, desesperança.

Sudoeste e Oeste: Francisco Beltrão, Pato Branco, Cascavel. Regiões de forte emigração jovem.

Norte: Londrina, Apucarana, Arapongas. Grandes cidades com periferias vulneráveis.

O perfil da vítima: homens acima de 40 anos (idosos isolados), jovens de 15 a 29 anos (sem perspectiva), mulheres vítimas de violência (subnotificadas).


Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos, o suicídio é um sintoma do abandono

No mercado imobiliário, aprendi que o valor de uma região vai além do preço do metro quadrado. É qualidade de vida. É saúde. É segurança. É perspectiva de futuro.

Onde o idoso mora sozinho, isolado, sem convívio social. Onde o jovem não encontra emprego, lazer, esporte, cultura. Onde a mulher sofre violência e não tem rede de apoio. Onde o homem trabalha, endivida, adoece e não tem a quem recorrer.

O suicídio não nasce do nada. Nasce do desamparo. E o estado que não previne está escolhendo o pior caminho.

Já visitei municípios onde o único equipamento de saúde mental é um CAPS sucateado, com psicólogo que atende uma vez por semana. Já conversei com mãe que perdeu o filho — e me disse: “ele pediu ajuda, mas não tinha vaga”.

Isso é inadmissível.


Os fatores de risco que o estado ignora

Isolamento social

O idoso que mora sozinho, sem família perto, sem convívio comunitário. O jovem que passa horas nas redes sociais, sem contato real. A falta de vínculo mata.

Transtornos mentais não tratados

Depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia. A maioria das vítimas tinha um transtorno mental diagnosticável — e tratável. Mas o estado não trata. A fila do psiquiatra é de meses.

Violência doméstica e abuso

Mulher vítima de violência tem risco elevado de suicídio. O estado não oferece acolhimento adequado. A delegacia da mulher não resolve. O CAPS não tem preparo.

Dificuldade financeira e desemprego

Endividamento, perda do emprego, incapacidade de sustentar a família. O homem provedor adoece. O estado não tem política de apoio financeiro para crise de saúde mental.

Álcool e drogas

A dependência química é um fator de risco fortíssimo. O tratamento precário empurra o dependente para o suicídio.


Os municípios mais afetados merecem atenção prioritária

O estado precisa de um mapa de vulnerabilidade ao suicídio — cruzando dados de isolamento, pobreza, violência, transtornos mentais, acesso à saúde.

Os municípios com maior risco devem receber investimento prioritário:

  • CAPS funcionando 24 horas
  • Psicólogo e psiquiatra disponíveis semanalmente
  • Agentes comunitários treinados para identificar risco
  • Campanhas de prevenção comunitária (igrejas, clubes de idosos, associações)

O idoso de Doutor Ulysses não pode ter o mesmo risco que o idoso de Curitiba — mas o estado trata todos iguais. E tratar iguais os desiguais é a maior das injustiças.


O que o estado precisa fazer com urgência

Plano estadual de prevenção ao suicídio

Meta anual de redução de casos. Ações específicas por região (Vale do Ribeira, RMC, Sudoeste). Comissão de monitoramento com participação da sociedade civil.

Agentes comunitários treinados

O agente de saúde da família é a primeira linha. Precisa saber identificar risco de suicídio, saber conversar, saber encaminhar. O estado precisa treinar todos.

CAPS de portas abertas

O CAPS precisa funcionar sem agendamento para acolhimento inicial. O paciente em crise não pode ser atendido na próxima semana. Precisa ser acolhido na hora.

Campanha permanente de prevenção

Campanha na TV, rádio, redes sociais. Com linguagem adequada a cada região. Sem tabu. Sem medo de falar. Falar sobre suicídio não incentiva. Previne.

Linha de cuidado para sobreviventes

Quem tentou suicídio e sobreviveu precisa de acompanhamento intensivo. O estado não pode liberar o paciente da UTI sem garantia de continuidade do cuidado.


O compromisso de Leandro Cazaroto

Como pré-candidato a deputado estadual em 2026, minha missão é quebrar o tabu e cobrar política pública de prevenção ao suicídio.

Vou propor um plano estadual de prevenção ao suicídio, com foco nos municípios mais afetados — Vale do Ribeira, RMC, Sudoeste, Norte.

Vou fiscalizar a existência de CAPS em todos os municípios de médio porte — e denunciar onde o paciente em crise é desassistido.

Vou cobrar que o estado treine agentes comunitários e professores para identificar risco de suicídio.

Vou exigir campanha permanente de prevenção — com verba, com planejamento, com continuidade.

Suicídio se previne. Mas o estado precisa agir. E quem não age está escolhendo ignorar vidas que poderiam ser salvas.


Faça parte dessa construção

Você já perdeu alguém para o suicídio? Conhece alguém que tentou? Na sua cidade, o atendimento a saúde mental funciona ou é precário?

Compartilhe este artigo com seus amigos, vizinhos e familiares. Quanto mais gente falar sobre suicídio sem tabu, maior a pressão para que o estado aja.

Siga Leandro Cazaroto nas redes sociais e acompanhe as propostas para saúde mental, prevenção e qualidade de vida no Paraná.


Pergunta para você, que leu até aqui: na sua opinião, qual deveria ser a prioridade número um do estado na prevenção ao suicídio: mais CAPS, treinamento de agentes comunitários, campanha permanente, restrição de meios ou apoio a sobreviventes? Deixe sua resposta nos comentários. Sua opinião ajuda a construir uma pauta mais forte para as eleições 2026.


Juntos, podemos transformar o silêncio que mata em conversa que salva.

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leandrocazarotodep

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