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Entenda a Política
Mitos e Verdades sobre a Política: Desmistificando crenças populares

Mitos e Verdades sobre a Política: Desmistificando crenças populares

Será que político bom é político ladrão? Voto em branco anula eleição? Descubra a verdade por trás das principais crenças sobre a política brasileira.


A política é um tema que desperta paixões, opiniões divergentes e, infelizmente, muita desinformação. De conversas de bar a posts nas redes sociais, é comum ouvirmos frases como “político bom é político ladrão”, “voto em branco anula a eleição” ou “todos os políticos são iguais”.

Essas crenças, muitas vezes repetidas sem questionamento, acabam afastando o cidadão da participação política e fortalecendo a ideia de que nada muda, de que não adianta votar, de que a política é um mundo à parte, corrompido e inacessível.

Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos e sei como a desinformação pode levar a decisões equivocadas – como comprar um imóvel sem verificar a documentação ou acreditar em promessas falsas –, desmistificar essas crenças é um passo fundamental para fortalecer a democracia e incentivar a participação cidadã consciente.


Mito 1: “Político bom é político ladrão”

Verdade: Essa frase reflete um sentimento de descrença generalizada, mas é uma generalização injusta e perigosa. Existem, sim, maus políticos que cometem desvios e crimes. Mas também existem muitos políticos sérios, comprometidos com o bem público e que exercem seus mandatos com ética e transparência.

O que está por trás do mito: A corrupção de alguns mancha a imagem de todos. A falta de informação sobre o trabalho positivo de muitos parlamentares também contribui para essa visão distorcida.

O que fazer: Pesquisar sobre os candidatos, conhecer seu histórico, acompanhar seu trabalho e cobrar transparência. Não generalizar e não desistir de acreditar que é possível fazer política com ética.


Mito 2: “Voto em branco anula a eleição”

Verdade: Voto em branco não anula a eleição. Ele é simplesmente descartado do cálculo dos votos válidos. Ou seja, não conta para nenhum candidato, mas também não invalida o pleito.

Como funciona: Para eleições majoritárias (presidente, governador, prefeito), é eleito quem tem a maioria dos votos válidos (excluídos brancos e nulos). Para proporcionais (deputados e vereadores), os votos brancos também são excluídos do cálculo do quociente eleitoral.

O que está por trás do mito: Muita gente acredita, erroneamente, que se a maioria dos votos for branca ou nula, a eleição é cancelada. Isso não é verdade.


Mito 3: “Voto nulo também anula a eleição”

Verdade: Assim como o voto em branco, o voto nulo não anula a eleição. Ele também é descartado do cálculo dos votos válidos.

Curiosidade: Antes da Constituição de 1988, havia uma regra que previa a anulação da eleição se mais de 50% dos votos fossem nulos. Essa regra não existe mais.

O que fazer: Se você não quer votar em nenhum candidato, o voto nulo ou branco é uma opção. Mas lembre-se: a melhor forma de protestar é votar com consciência em quem você acredita, ou até mesmo votar na legenda (voto de legenda) para fortalecer um partido.


Mito 4: “Meu voto não faz diferença”

Verdade: Seu voto faz toda a diferença! A democracia é feita de escolhas individuais que, somadas, definem os rumos do país, estado ou cidade.

Exemplos concretos:

  • Eleições são decididas por margens pequenas. Muitos prefeitos, governadores e presidentes foram eleitos por diferença de poucos votos.
  • O voto em candidatos a deputado define a composição do Legislativo e, consequentemente, as leis que serão aprovadas e a fiscalização que será feita.
  • O voto de legenda fortalece partidos e projetos políticos.

O que está por trás do mito: A sensação de impotência diante de um sistema grande e complexo. Mas a verdade é que cada voto conta e pode fazer a diferença.


Mito 5: “Todos os políticos são iguais”

Verdade: Os políticos são tão diversos quanto a população que representam. Há diferenças de ideologia, partido, propostas, histórico, caráter e compromisso com o bem público.

O que está por trás do mito: A generalização é uma forma de simplificar uma realidade complexa. Mas ela impede que o cidadão identifique aqueles que realmente merecem seu voto.

O que fazer: Pesquisar, comparar, analisar propostas e histórico. Não tratar todos como iguais é o primeiro passo para fazer uma escolha consciente.


Mito 6: “Política é coisa de político, não preciso me envolver”

Verdade: Política é coisa de todo mundo. As decisões políticas afetam diretamente sua vida: a qualidade da educação dos seus filhos, o atendimento no posto de saúde, o asfalto da sua rua, a segurança do seu bairro, os impostos que você paga.

O que está por trás do mito: A visão de que política é algo distante, que acontece em Brasília ou na Assembleia, sem relação com o dia a dia.

O que fazer: Entender que política está em tudo e que a participação de cada cidadão é fundamental para o bom funcionamento da democracia.


Mito 7: “Se eu não votar em ninguém, posso justificar depois e não pago multa”

Verdade: Se você não votar e não justificar no dia da eleição (pelo aplicativo e-Título ou em mesas de justificativa), terá que justificar posteriormente e, em muitos casos, pagar multa.

Como funciona: O eleitor que não vota tem até 60 dias após cada turno para justificar a ausência. Se não justificar, fica em situação irregular com a Justiça Eleitoral, o que pode impedir a emissão de passaporte, participação em concursos, entre outros.


Mito 8: “Voto de legenda é voto perdido”

Verdade: O voto de legenda não é perdido. Ele é somado ao total de votos do partido e ajuda a eleger os candidatos mais votados da legenda.

Como funciona: Nas eleições proporcionais (deputados e vereadores), o cálculo do quociente eleitoral e partidário considera tanto os votos nominais (em candidatos) quanto os votos de legenda. Ou seja, votar na legenda fortalece o partido como um todo.

Quando vale a pena: Se você confia no projeto do partido, mas não se identificou com nenhum candidato específico, o voto de legenda é uma ótima opção.


Mito 9: “Candidato pobre não se elege, política é coisa de rico”

Verdade: Infelizmente, o dinheiro ainda tem grande influência nas eleições. Mas existem mecanismos para equilibrar a disputa, como o Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário, que distribuem recursos públicos para as campanhas.

Além disso: Muitos candidatos com poucos recursos se elegem com base em trabalho de base, propostas sólidas e engajamento popular. O voto consciente pode eleger representantes de diferentes origens sociais.

O que está por trás do mito: A percepção de que as campanhas são caras e que quem tem mais dinheiro leva vantagem. Isso é verdade em parte, mas não invalida a possibilidade de candidaturas populares e com poucos recursos.


Mito 10: “Política e religião não se misturam”

Verdade: A Constituição garante a liberdade religiosa e determina que o Estado é laico, ou seja, não pode adotar uma religião oficial. Mas isso não significa que pessoas religiosas não possam participar da política.

O que diz a lei: Políticos podem professar sua fé e serem guiados por seus valores religiosos, desde que respeitem a laicidade do Estado e os direitos de quem pensa diferente.

Cuidado: É importante distinguir entre um político que tem fé e um político que quer impor sua religião a todos. O Estado laico deve proteger a diversidade e garantir que todas as crenças (ou a ausência delas) sejam respeitadas.


Mito 11: “O voto é secreto, então posso vender meu voto que ninguém vai saber”

Verdade: O voto é secreto, mas a compra de votos é crime eleitoral grave. Quem vende ou compra votos pode ser punido com multa, perda de direitos políticos e até prisão.

Além disso: Mesmo que o voto seja secreto, a prática da compra de votos corrompe a democracia e elege representantes comprometidos com interesses escusos, não com o bem público.

O que fazer: Denuncie qualquer tentativa de compra de votos ao Ministério Público Eleitoral ou pelo aplicativo Pardal.


Mito 12: “Político só trabalha em ano de eleição”

Verdade: Um mandato dura quatro anos (oito para senadores), e o trabalho é contínuo: propor leis, fiscalizar o Executivo, atender a população, destinar emendas, participar de comissões e audiências.

O que está por trás do mito: Em ano de eleição, a visibilidade aumenta. Mas isso não significa que o político só trabalhe nesse período. O que acontece é que muitos eleitores só prestam atenção na política perto das eleições.

O que fazer: Acompanhar o trabalho dos representantes durante todo o mandato, cobrar resultados e fiscalizar.


Mito 13: “Se o candidato for eleito, ele é obrigado a cumprir todas as promessas de campanha”

Verdade: Não, não é obrigado. Promessas de campanha são compromissos políticos, mas não têm força de lei. O cenário pode mudar, imprevistos podem acontecer, e o eleito pode ter que ajustar suas propostas.

O que fazer: Cobrar que o candidato explique suas escolhas, que justifique quando não conseguir cumprir uma promessa e que busque alternativas para atender às demandas da população.


Mito 14: “O presidente pode tudo, governador pode tudo, prefeito pode tudo”

Verdade: Cada cargo tem atribuições específicas definidas pela Constituição. O presidente não pode, por exemplo, determinar obras em um município sem passar pelo prefeito. O governador não pode legislar sobre temas federais.

O que está por trás do mito: A falta de conhecimento sobre a divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios.

O que fazer: Informar-se sobre o que faz cada cargo (já temos artigos sobre isso no site!) para cobrar a pessoa certa na hora certa.


Mito 15: “A urna eletrônica não é segura”

Verdade: A urna eletrônica brasileira é uma das mais seguras do mundo. Ela não tem conexão com a internet, é auditável por partidos e entidades, e seu funcionamento é testado publicamente antes das eleições.

O que está por trás do mito: Desinformação e teorias da conspiração que não resistem a uma análise técnica séria.

O que fazer: Buscar informações em fontes confiáveis, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que explica detalhadamente o funcionamento e a segurança das urnas.


Conclusão

A política é cheia de mitos que afastam o cidadão da participação e distorcem sua compreensão sobre a democracia. Desmistificar essas crenças é um exercício de cidadania e um passo fundamental para construir uma sociedade mais informada e engajada.

Como disse o filósofo grego Aristóteles, “o homem é um animal político”. Isso significa que a política faz parte da nossa natureza e da nossa vida em sociedade. Ignorá-la ou tratá-la com desinformação só enfraquece a democracia.


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leandrocazarotodep

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