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Hospital do interior do Paraná sem equipamento: o abandono que custa vida — não só dinheiro

Hospital do interior do Paraná sem equipamento: o abandono que custa vida — não só dinheiro

O drama da mãe que precisa viajar 200 km para fazer uma cirurgia no filho — porque o hospital da cidade não tem estrutura


O hospital regional do interior tem prédio bonito. Foi inaugurado com faixa, discurso e foto.

Mas por dentro, o que se vê é:

Tomógrafo quebrado há seis meses. UTI sem leito ativo. Sala de cirurgia sem anestesista. Estoque de medicamento básico zerado.

O prefeito alega falta de repasse estadual. O estado alega que o hospital é municipal. O paciente morre esperando.

Esse é o retrato do abandono da saúde no interior do Paraná. Hospitais sem equipamento, sem profissional, sem verba. E quem paga o preço é a família que precisa viajar centenas de quilômetros para o atendimento mais básico.

O abandono custa dinheiro — sim. Mas custa também vidas.


Os números do desmonte

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde e de fiscalizações do Ministério Público, dezenas de hospitais de pequeno e médio porte no interior do Paraná operam com capacidade reduzida — ou estão parcialmente fechados.

Equipamentos de diagnóstico (raio-X, ultrassom, tomógrafo) estão parados por falta de manutenção ou de profissional habilitado. Leitos de UTI estão desativados por falta de equipe. Salas de cirurgia funcionam poucos dias por semana por falta de anestesista.

O resultado: o paciente que precisa de atendimento de média complexidade não consegue na sua região. Precisa ir para Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel. Gasta com transporte, com alimentação, com estadia. Perde dias de trabalho. Às vezes, perde a vida no caminho.


Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos, esse abandono é um escândalo silencioso

No mercado imobiliário, aprendi que um imóvel se valoriza com infraestrutura. Hospital equipado valoriza a cidade inteira. Atrai médico, atrai comércio, atrai família, atrai empresa. Um hospital sucateado faz o oposto: espanta, desvaloriza, empobrece.

Já visitei hospitais no interior do Paraná onde o tomógrafo está parado há meses — e a peça de reposição custa R$ 50 mil. O estado diz que não tem recurso. Enquanto isso, o paciente com suspeita de AVC precisa viajar 150 km para fazer o exame. O tempo de janela terapêutica se perde. O paciente morre ou fica com sequela grave.

Não é falta de dinheiro. É falta de prioridade. O recurso existe. O que falta é vontade política para manter o equipamento funcionando — não só para inaugurar.


Onde o estado falha com os hospitais do interior

Manutenção de equipamentos

O estado investe na compra do equipamento (tomógrafo, ressonância, mamógrafo, raio-X). Mas não investe no contrato de manutenção preventiva. O equipamento quebra. O conserto demora. O paciente fica sem exame.

Profissionais qualificados

Não adianta ter tomógrafo se não tem técnico de radiologia. Não adianta ter UTI se não tem enfermeiro intensivista. O estado não oferece atrativos para profissionais irem para o interior. O hospital tem leito — mas não tem quem opere.

Repasses regulares

Os hospitais filantrópicos e municipais dependem de repasse estadual para fechar a conta. O repasse atrasa. A diretoria do hospital precisa cortar medicamento, reduzir plantão, fechar leito. A conta chega no paciente.

Manutenção predial

O telhado do hospital da minha cidade está caindo. A fiação elétrica é antiga. O gerador não funciona. Falta ar condicionado na ala pediátrica. O estado fiscaliza? Não. O deputado cobra? Raramente.

Referência regional

O hospital pequeno não tem obrigação de fazer cirurgia cardíaca. Mas precisa ter protocolo de referência rápido e regulado. Se o paciente precisa ser transferido, o estado precisa garantir a vaga e a ambulância. Na prática, a família se vira sozinha.


O que o estado precisa fazer com urgência

Plano estadual de manutenção de equipamentos

O estado precisa contratar manutenção preventiva para todos os equipamentos de grande porte da rede pública e conveniada. Peça de reposição em estoque. Técnico de plantão. Prazo máximo de 48 horas para conserto.

Programa de atração de profissionais

Bolsa para médico, enfermeiro, técnico que aceitar trabalhar no interior por período mínimo. Residência médica no interior. Remuneração adicional por localização.

Repasse em dia e reajustado

O repasse estadual para hospitais filantrópicos e municipais precisa ser pontual, regular e reajustado pela inflação. Hospital não pode parar por atraso de repasse.

Fiscalização ativa

O estado precisa fiscalizar as condições dos hospitais — equipamento, profissional, manutenção, medicamento. Com relatório público, multa e, em último caso, intervenção. Deputado estadual tem papel central nessa fiscalização.

Protocolo de referência ágil

O paciente que precisa ser transferido para hospital de maior complexidade não pode esperar dias por vaga. O estado precisa de central de regulação eficiente, com tempo máximo de resposta e ambulância disponível.


O compromisso de Leandro Cazaroto

Como pré-candidato a deputado estadual em 2026, minha missão é fiscalizar cada hospital do interior do Paraná — equipamento, profissional, repasse, manutenção.

Vou visitar. Vou cobrar relatório. Vou denunciar onde o hospital está abandonado.

Vou propor um plano estadual de manutenção preventiva de equipamentos, com estoque de peças e prazo máximo para conserto.

Vou cobrar que o estado implante programa de atração de profissionais para o interior — com bolsa, residência e remuneração adicional.

E vou exigir transparência nos repasses aos hospitais — valor, data, destinação. O dinheiro público não pode sumir.

Hospital sem equipamento é hospital que não atende. Paciente não atendido é vida em risco. E o estado não pode cruzar os braços.


Faça parte dessa construção

Você ou alguém da sua família já precisou de atendimento em hospital do interior do Paraná e encontrou equipamento quebrado, falta de profissional ou repasse atrasado?

Compartilhe este artigo com seus amigos, vizinhos e familiares. Quanto mais gente denunciar o abandono dos hospitais do interior, maior a pressão para que o estado aja.

Siga Leandro Cazaroto nas redes sociais e acompanhe as propostas para saúde, infraestrutura e qualidade de vida no Paraná.


Pergunta para você, que leu até aqui: na sua cidade ou região, qual é o maior problema do hospital local: equipamento quebrado, falta de médico, repasse atrasado, falta de leito ou manutenção predial precária? Deixe sua resposta nos comentários. Sua experiência ajuda a construir uma pauta mais forte para as eleições 2026.


Juntos, podemos transformar o abandono dos hospitais do interior em atendimento digno — com equipamento funcionando, profissional presente e repasse em dia.

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leandrocazarotodep

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