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Como o Paraná gasta o seu dinheiro: o orçamento estadual explicado para o cidadão comum

Como o Paraná gasta o seu dinheiro: o orçamento estadual explicado para o cidadão comum

Você sabe para onde vai cada real do seu imposto? Uma leitura simples e direta.

Você já parou para pensar quanto do seu suor vai parar nos cofres do estado? E mais importante: você sabe onde esse dinheiro é aplicado?

Todo ano, o governo do Paraná define um orçamento bilionário. Em 2025, por exemplo, ultrapassou a casa dos R$ 60 bilhões. Esse dinheiro vem majoritariamente dos seus impostos: ICMS, IPVA, ITCMD e outras contribuições.

O problema é que poucos cidadãos entendem esse orçamento. Ele é cheio de termos técnicos, tabelas confusas e uma linguagem que parece feita de propósito para afastar o público.

Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos e sei na prática como a falta de transparência prejudica o desenvolvimento urbano, a moradia e a infraestrutura, essa é uma das maiores barreiras para o controle social. Como cobrar se a gente nem entende?

Neste artigo, vou explicar de forma simples como o Paraná gasta o seu dinheiro, quais são as principais áreas que recebem recursos e por que você precisa ficar de olho nisso.

Compartilhe esta informação. Quanto mais gente entender o orçamento, mais difícil será para os gestores gastarem mal o nosso dinheiro.


De onde vem o dinheiro? A receita do estado

Antes de explicar para onde vai, precisamos entender de onde vem. O Paraná arrecada recursos basicamente de três fontes:

1. ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): É a principal fonte de receita. Cerca de 70% de tudo que o estado arrecada vem daí. Toda vez que você compra um produto, paga luz, água, telefone ou consome combustível, parte daquele valor vai para o ICMS.

2. IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores): Todo proprietário de veículo no Paraná paga. O valor é dividido: 50% fica com o município onde o carro está registrado, 50% vai para o estado.

3. ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação): É o imposto pago em heranças e doações. A alíquota no Paraná é de 4%.

Além desses, há repasses da União, taxas diversas e outras fontes menores.

Compartilhe este dado: O ICMS sozinho representa mais de dois terços de tudo que o Paraná arrecada. Ou seja, cada compra sua no supermercado ou cada litro de combustível ajuda a financiar o estado.


Para onde vai o dinheiro? As despesas do estado

Agora vem a parte mais importante. O dinheiro não some. Ele é distribuído entre diferentes áreas. Em linhas gerais, o orçamento do Paraná se divide assim:

Pessoal e encargos (cerca de 45% a 50% do orçamento)

A maior fatia vai para o pagamento de servidores públicos ativos e inativos (aposentados). Isso inclui professores, policiais, médicos, enfermeiros, agentes penitenciários, analistas administrativos, entre outros.

Não há como fugir. Um estado funciona com pessoas. O debate sério não é sobre “cortar salários”, mas sim sobre eficiência: estamos pagando bem para quem trabalha bem? Há servidores a mais em algumas áreas e falta em outras?

Previdência (cerca de 15% a 20%)

O Paraná tem um déficit previdenciário enorme. Arrecada-se menos do que se gasta com aposentadorias e pensões dos servidores. Esse rombo precisa ser coberto com recursos que poderiam ir para saúde, educação ou infraestrutura.

Esse é um dos maiores desafios para os próximos anos. Sem uma reforma da previdência estadual, o rombo só cresce.

Investimentos (cerca de 8% a 12%)

Aqui entram as obras, os equipamentos públicos e os projetos estruturantes. É a parte do orçamento que realmente transforma a vida do cidadão: asfalto, ponte, escola nova, hospital, saneamento, moradia popular.

O problema: O Paraná historicamente investe pouco comparado ao tamanho do seu orçamento. O ideal seria pelo menos 15% a 20% para investimentos. Na prática, raramente se chega a esse patamar.

Custeio (o restante)

É o dinheiro para manter a máquina funcionando: conta de luz dos prédios públicos, combustível para viaturas, material de escritório, aluguéis, contratação de serviços terceirizados, merenda escolar, medicamentos, etc.


Onde a moradia e a infraestrutura entram nessa conta?

Aqui está um ponto que mexe comigo, Leandro Cazaroto. Quando olhamos para o orçamento estadual, percebemos que habitação e infraestrutura urbana ocupam uma fatia muito pequena do bolo.

Enquanto o governo gasta bilhões com custeio da máquina e pagamento de servidores, o investimento direto em moradia digna, regularização fundiária, saneamento e mobilidade urbana é frequentemente negligenciado.

Minha experiência: No mercado imobiliário, vejo loteamentos inteiros parados porque falta um investimento mínimo do estado em infraestrutura de acesso. Um asfalto de 500 metros, uma ponte, um sistema de drenagem. Coisas pequenas, mas que fazem toda a diferença para famílias que sonham com a casa própria.

Compartilhe este dado: Em alguns anos, o orçamento do Paraná destinou menos de 0,5% para habitação de interesse social. Isso é inaceitável para um estado que tem déficit habitacional superior a 200 mil moradias.


Transparência pública: o remédio contra o desperdício

Você consegue acessar o portal da transparência do Paraná e entender facilmente onde está cada real? Se a resposta for não, você não está sozinho.

Os portais existem por obrigação legal, mas muitos são pouco intuitivos, com dados desatualizados e linguagem inacessível. A transparência de fachada não serve para o controle social.

O que defendemos: Portais claros, com dados abertos, linguagem simples e a possibilidade de qualquer cidadão fazer perguntas diretamente sobre as despesas. O dinheiro é seu. Você tem o direito de saber como ele está sendo gasto.


O que pode mudar em 2026

Se elegermos deputados estaduais comprometidos com a transparência e com o uso eficiente do dinheiro público, podemos avançar em várias frentes:

1. Exigir que o orçamento seja apresentado em linguagem cidadã: Nada de tabelas incompreensíveis. O cidadão tem direito a entender.

2. Ampliar os investimentos em moradia e infraestrutura: Tirar recursos do custeio desnecessário e direcionar para obras que impactam diretamente a vida das pessoas.

3. Fiscalizar de verdade as emendas parlamentares: Hoje, muitas emendas são aprovadas sem critério técnico, virando moeda de troca política. Precisamos de transparência também nesse ponto.

4. Criar um observatório do orçamento: Uma ferramenta independente, alimentada com dados oficiais, mas com curadoria de universidades e organizações da sociedade civil, para acompanhar a execução orçamentária mês a mês.


Faça parte dessa construção

Agora eu quero saber de você: você já tentou acessar o portal da transparência do Paraná ou do seu município? Conseguiu encontrar as informações que procurava? Foi fácil ou difícil?

Deixe sua resposta nos comentários. Cada relato ajuda a mostrar como a transparência ainda é uma promessa não cumprida em muitos lugares.

Convido você a três ações simples, mas poderosas:

  1. Compartilhe este artigo com amigos, vizinhos e familiares. Quanto mais pessoas entenderem o orçamento, maior será a pressão por uma gestão transparente e eficiente.
  2. Siga minhas redes sociais para acompanhar de perto as propostas da nossa campanha sobre transparência, moradia e infraestrutura. Terei conteúdos exclusivos explicando, passo a passo, como fiscalizar o orçamento do seu município.
  3. Guarde este diagnóstico. Em 2026, você terá a oportunidade de eleger representantes que levam a sério a fiscalização do dinheiro público. Compare as propostas. Escolha quem mostra compromisso com a transparência.

Juntos, podemos construir um Paraná onde cada real do seu imposto seja aplicado com responsabilidade, transparência e foco no que realmente importa: moradia digna, infraestrutura de qualidade e oportunidades para todos.

O dinheiro público não é do governo. É seu. E você tem todo o direito de saber exatamente onde ele está sendo gasto.

Leandro Cazaroto
Pré-candidato a Deputado Estadual | Paraná 2026
Empresário do ramo imobiliário | Atuação em projetos sociais


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Orçamento do estado do Paraná explicado de forma simples: de onde vem o dinheiro, para onde vai e como a transparência pode mudar a gestão pública.

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Leandro Cazaroto, empresário do ramo imobiliário e pré-candidato a deputado estadual, explica o orçamento do Paraná e defende mais transparência na aplicação dos recursos públicos.

Links internos sugeridos

  • “Transparência pública: por que você precisa fiscalizar o poder público”
  • “Déficit habitacional no Paraná: números e soluções”
  • “Infraestrutura urbana: investir no que realmente importa”

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leandrocazarotodep

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