Saúde pública no Paraná comparada a outros estados: onde avançamos e onde regredimos
O que os números dizem — e o que os políticos escondem
O Paraná gosta de aparecer em rankings. Qualidade de vida em Curitiba. IDH em municípios do Norte. Exportações batendo recorde.
Mas quando o assunto é saúde pública — acesso, tempo de espera, mortalidade evitável — a história muda.
Comparado a outros estados do Sul e Sudeste, o Paraná avança em algumas áreas e recua em outras. Avança na atenção básica em cidades médias. Recua na fila de especialistas. Avança na redução da mortalidade infantil. Recua no saneamento rural. Avança na cobertura de UBSs. Recua nos leitos de UTI per capita.
A verdade é que o Paraná não é o pior do país. Mas também está longe de ser referência. E, em alguns indicadores, estados mais pobres estão à nossa frente.
Onde o Paraná avança
Cobertura da atenção básica
O Paraná tem cerca de 85% da população coberta por equipes de Saúde da Família. É um número bom, acima da média nacional. Estados como Rio de Janeiro e São Paulo têm índices piores.
Mortalidade infantil
A taxa de mortalidade infantil no Paraná caiu consistentemente nas últimas duas décadas. Hoje está em torno de 10 óbitos por mil nascidos vivos — abaixo da média nacional, mas ainda acima de Santa Catarina (que tem a menor do Sul).
Vacinação
O Paraná tem boa cobertura vacinal para a maioria dos imunizantes da infância. Ficou acima da média nacional em campanhas recentes, como Covid-19 e gripe.
Redução de internações por condições sensíveis à atenção básica
Indicador que mede o quanto a atenção primária está funcionando — menos internação por asma, diabetes, hipertensão significa atenção básica mais forte. O Paraná melhorou nesse quesito.
Onde o Paraná regride ou fica estagnado
Leitos de UTI per capita
O Paraná tem cerca de 2,8 leitos de UTI por 10 mil habitantes. Abaixo da média do Sul (Santa Catarina tem 3,2; Rio Grande do Sul tem 3,5) e abaixo da região Sudeste. O estado opera no limite.
Fila de especialistas
Enquanto Santa Catarina investiu pesado em telemedicina e regulação de filas, o Paraná ainda amarga espera de meses para ortopedia, neurologia, oftalmologia e oncologia.
Saneamento básico
Curitiba trata 80% do esgoto. Mas a média do estado cai drasticamente quando se inclui o interior. O Paraná está atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro em saneamento rural. Estados do Sul deveriam estar na frente.
Mortalidade materna
A taxa de mortalidade materna no Paraná é preocupante. Em alguns anos, ficou acima da média nacional. Estado rico não pode aceitar que mulher morra de parto por falta de atendimento.
Tempo de espera para cirurgias eletivas
Cirurgia de catarata, vesícula, hérnia, prótese. O tempo de espera no Paraná é maior que em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos, essa comparação é um alerta
No mercado imobiliário, comparamos indicadores de uma região com outra para decidir onde investir. Se o Paraná está atrás de estados vizinhos em saúde pública, isso afeta o valor dos imóveis, a decisão de empresas de se instalarem, a qualidade de vida de quem mora aqui.
O paranaense não pode aceitar que Santa Catarina tenha fila de especialista menor que a nossa. Não pode aceitar que o Rio Grande do Sul tenha mais leitos de UTI. Não pode aceitar que o Paraná seja rico mas tenha mortalidade materna de estado pobre.
A comparação não é para nos envergonhar. É para nos mostrar onde o estado precisa investir.
Por que o Paraná está atrás em alguns indicadores?
Falta de planejamento de longo prazo
O estado não tem plano decenal de saúde com metas claras. Cada governo começa do zero. A fila não diminui porque a política não é contínua.
Concentração de recursos na capital
Curitiba tem excelentes hospitais, UPAs, especialistas. O interior e a RMC (fora Curitiba) ficam com as sobras. A desigualdade interna puxa a média estadual para baixo.
Subfinanciamento da atenção especializada
O estado investe bem na atenção básica (UBS, posto de saúde). Mas o gargalo está na média e alta complexidade — consultas com especialista, exames, cirurgias, UTI.
Falta de transparência e controle social
Santa Catarina tem portal da transparência da fila da saúde. O Paraná tem dados dispersos, desatualizados, de difícil acesso. Quem não mede não melhora.
O que o Paraná precisa fazer para avançar
Plano decenal de saúde com metas
O estado precisa definir metas anuais claras: reduzir fila de especialista em X%, ampliar leitos de UTI em Y%, reduzir mortalidade materna em Z%. Com prazo, responsável e divulgação pública.
Desconcentração dos recursos
O interior e a RMC (fora Curitiba) precisam de mais investimento. Hospital regional com especialista, UTI, exame de imagem. O paciente não pode viajar 200 km para fazer uma ressonância.
Telemedicina como política pública
Santa Catarina já usa telemedicina para reduzir fila. O Paraná precisa implantar com urgência — conectando o médico da capital com o paciente do interior.
Transparência radical
O estado precisa publicar, mensalmente, o tempo de espera por município, por especialidade, por exame. Quem está na fila há mais tempo precisa ser atendido primeiro. Transparência gera pressão. Pressão gera resultado.
Fiscalização do cumprimento das metas
O deputado estadual tem papel central. Não adianta ter meta se ninguém fiscaliza. Cobrar, denunciar, exigir — essa é a função de quem representa o povo.
O compromisso de Leandro Cazaroto
Como pré-candidato a deputado estadual em 2026, minha missão é usar a comparação com outros estados como ferramenta de cobrança.
Vou apresentar, trimestralmente, um boletim comparativo da saúde do Paraná com Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais — com dados públicos e linguagem clara.
Vou cobrar que o estado adote as boas práticas de onde a saúde funciona — telemedicina em Santa Catarina, regulação de filas no Rio Grande do Sul, saneamento rural em São Paulo.
Vou exigir transparência radical na fila da saúde — tempo de espera público, atualizado, por município.
E vou denunciar onde o Paraná está atrás — e o governo continua fazendo de conta que está tudo bem.
O paranaense não merece menos que o catarinense. O que funciona lá pode funcionar aqui. Só falta quem cobre.
Faça parte dessa construção
Você já precisou de atendimento de saúde em outro estado? Percebeu diferença no tempo de espera, no acesso a especialista, na qualidade do atendimento?
Compartilhe este artigo com seus amigos, vizinhos e familiares. Quanto mais gente comparar a saúde do Paraná com a de outros estados, maior a pressão para que o estado corrija o que está errado.
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Pergunta para você, que leu até aqui: na sua opinião, qual é o indicador mais grave da saúde do Paraná hoje: fila de especialista, falta de leitos de UTI, mortalidade materna, saneamento rural ou outro? Deixe sua resposta nos comentários. Sua opinião ajuda a construir uma pauta mais forte para as eleições 2026.
Juntos, podemos fazer do Paraná um estado referência em saúde pública — não por rankings genéricos, mas por atendimento de qualidade para todos.
Esta resposta é gerada por AI, apenas para referência.
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