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Cuidar de quem cuida: como o Paraná trata — ou deixa de tratar — seus profissionais de saúde

Cuidar de quem cuida: como o Paraná trata — ou deixa de tratar — seus profissionais de saúde

A conta do cansaço, do adoecimento e da desvalorização de quem salva vidas todos os dias


Quem cuida da sua saúde quando você adoece? Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, agente comunitário, motorista de ambulância, recepcionista de UPA.

Esses profissionais estão na linha de frente todos os dias. Enfrentam plantões de 12, 24, às vezes 36 horas seguidas. Atendem pacientes agressivos. Trabalham com equipamento sucateado. Ganham salários defasados. Adoecem. Pedem demissão. Aposentam cedo.

E quem cuida de quem cuida?

O estado do Paraná trata seus profissionais de saúde como recurso infinito. Como se sempre houvesse outro médico, outro enfermeiro, outro técnico para ocupar a vaga. Não há. A conta está chegando. E o paciente é quem paga.


Os números do adoecimento

Estudos recentes indicam que mais de 60% dos profissionais de saúde da rede pública do Paraná têm sintomas de burnout — esgotamento físico e emocional severo. Cerca de 40% já pensaram em desistir da profissão. Um em cada quatro já foi diagnosticado com depressão ou ansiedade. O número de afastamentos por transtornos mentais entre profissionais de saúde cresceu mais de 50% nos últimos anos.

E as condições de trabalho seguem iguais — ou piores.


Por que os profissionais de saúde estão adoecendo?

Sobrecarga crônica

Falta profissional. Quem fica na unidade trabalha por dois, por três. Plantão sem intervalo. Sem banco de horas. Sem descanso. A UPA com equipe reduzida atende o mesmo número de pacientes. O médico vê 60, 70 pessoas em 12 horas. O técnico de enfermagem faz o trabalho de três.

Baixos salários

O piso da enfermagem foi aprovado, mas não é pago integralmente em muitos municípios. Médicos contratados via PJ recebem valores que não compensam o desgaste. A desvalorização salarial leva os melhores profissionais para o setor privado — ou para outros estados.

Falta de reconhecimento

O profissional de saúde da rede pública é tratado como substitível. Não há plano de carreira estruturado. Não há bonificação por produtividade ou por atuação em área carente. O reconhecimento é zero — ou aparece só no discurso de campanha.

Violência no trabalho

Paciente agressivo. Acompanhante que xinga, ameaça, agride. O profissional de saúde da UPA e do pronto-socorro convive com violência todos os dias. O estado não oferece segurança. Não oferece suporte psicológico. Não processa o agressor.

Condições estruturais precárias

Equipamento velho. Material que falta. Ar condicionado quebrado no verão. Sala de descanso sem cama. Banheiro sujo. O profissional de saúde trabalha em condições que ele mesmo não aceitaria para um familiar.


Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos, esse assunto é importante porque vejo a mesma lógica perversa em outros setores

No mercado imobiliário, aprendi que qualquer negócio — público ou privado — que não cuida de seus profissionais está fadado ao fracasso. Se o profissional de saúde adoece, a qualidade do atendimento cai. Se pede demissão, a fila aumenta. Se se desmotiva, o paciente sofre.

O estado trata o profissional de saúde como custo, não como ativo. Corta treinamento. Congela salário. Ignora plano de carreira. E o paciente paga essa conta com atendimento de pior qualidade, com tempo de espera maior, com risco de erro médico.

Cuidar de quem cuida não é bondade. É eficiência.


O que o estado precisa fazer com urgência

Plano de carreira digno

O profissional de saúde precisa saber que, com 10, 20, 30 anos de serviço, terá salário compatível com a experiência. O estado precisa estruturar planos de carreira para todas as categorias — não só médicos.

Valorização salarial

Piso salarial para todas as categorias. Reajuste anual acima da inflação. Bonificação para quem atua em região carente ou em unidade de alta complexidade.

Cuidado com a saúde mental do profissional

O estado precisa oferecer atendimento psicológico gratuito e sigiloso para profissionais de saúde da rede pública. Programas de prevenção ao burnout, com escuta qualificada e afastamento temporário remunerado quando necessário.

Segurança no trabalho

O agressor de profissional de saúde precisa ser processado criminalmente. O estado precisa criar protocolo de segurança nas UPAs e hospitais — com botão de pânico, ronda policial e capacitação da equipe para desescalada de conflitos.

Condições estruturais mínimas

Equipamento em dia. Material suficiente. Sala de descanso adequada. O profissional de saúde não pode trabalhar em condições que qualquer fiscal do trabalho interditaria.


O compromisso de Leandro Cazaroto

Como pré-candidato a deputado estadual em 2026, minha missão é cobrar que o estado cuide de quem cuida da população. Vou propor um programa estadual de valorização dos profissionais de saúde, com plano de carreira, reajuste salarial anual e bonificação por atuação em área carente. Vou fiscalizar as condições de trabalho nas UPAs, hospitais e unidades básicas de saúde — e denunciar onde o profissional é tratado com desrespeito. Vou cobrar que o estado implante programa de saúde mental para profissionais de saúde, com atendimento psicológico gratuito e sigiloso. E vou exigir que o agressor de profissional de saúde responda criminalmente — com apoio da Secretaria de Segurança Pública.

O profissional de saúde salva vidas. Ele merece ser salvo também.


Faça parte dessa construção

Você é profissional de saúde ou conhece alguém que é? Já sentiu na pele o cansaço, o estresse, a falta de reconhecimento? Como o estado poderia melhorar sua vida no trabalho?

Compartilhe este artigo com seus amigos, familiares e colegas de profissão. Quanto mais gente cobrar valorização dos profissionais de saúde, maior a pressão para que o estado aja.

Siga Leandro Cazaroto nas redes sociais e acompanhe as propostas para saúde, direitos humanos e qualidade de vida no Paraná.


Pergunta para você, que leu até aqui: na sua experiência ou na experiência de profissionais de saúde que você conhece, qual é o maior problema hoje: salário baixo, sobrecarga de trabalho, falta de segurança ou más condições estruturais? Deixe sua resposta nos comentários. Sua opinião ajuda a construir uma pauta mais forte para as eleições 2026.


Juntos, podemos fazer do Paraná um estado onde quem cuida também é cuidado.

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leandrocazarotodep

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