Proteção à Mulher: Além da punição, a prevenção e o acolhimento
Punir o agressor é fundamental, mas não basta. Precisamos construir uma rede de apoio que acolha, proteja e dê autonomia para que as mulheres possam reconstruir suas vidas com dignidade.
Os números são assustadores. O Paraná registra casos de violência contra a mulher todos os dias. Agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais. Mulheres que são feridas dentro de casa, pelo parceiro que deveria amá-las e protegê-las. Mulheres que muitas vezes não denunciam por medo, por dependência financeira, por não terem para onde ir.
Em 2026, precisamos de um debate sério e profundo sobre a proteção à mulher. Não basta apenas punir o agressor depois que o crime acontece. Precisamos agir antes, durante e depois. Precisamos de prevenção, acolhimento e políticas públicas que garantam autonomia para que essas mulheres possam recomeçar.
Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos e já vi de perto a relação entre violência doméstica e falta de moradia, esse assunto é importante porque sei que muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos simplesmente por não terem um teto para onde ir. A casa própria, nesses casos, não é apenas um sonho: é uma questão de sobrevivência e liberdade.
Prevenção: a violência se combate antes dela acontecer
A primeira e mais importante frente de atuação é a prevenção. Precisamos mudar a cultura que naturaliza a violência contra a mulher, que reproduz estereótipos machistas e que ensina meninos a serem agressores e meninas a serem submissas.
A prevenção passa por:
- Educação nas escolas desde cedo, com debates sobre igualdade de gênero, respeito e relacionamentos saudáveis.
- Campanhas permanentes de conscientização em rádio, TV, redes sociais e espaços públicos, mostrando os tipos de violência e os canais de denúncia.
- Capacitação de profissionais que atuam na linha de frente (professores, agentes de saúde, policiais) para identificar sinais de violência e acolher as vítimas.
- Envolvimento dos homens no debate, mostrando que o respeito às mulheres é responsabilidade de todos.
Não podemos aceitar que uma em cada três mulheres já tenha sofrido violência no Brasil. Essa estatística precisa mudar, e a mudança começa com a educação.
Acolhimento: uma rede pronta para receber
Quando uma mulher decide denunciar, ela precisa encontrar uma rede de acolhimento preparada. Infelizmente, muitas vezes o que ela encontra é burocracia, desinformação, revitimização e falta de estrutura.
Defendo a ampliação e o fortalecimento da rede de acolhimento no Paraná:
- Delegacias da Mulher em funcionamento 24 horas em todas as regiões do estado, com equipes treinadas e preparadas para receber as vítimas com respeito e dignidade.
- Casas-abrigo e casas de passagem em número suficiente, com localização sigilosa e estrutura para acolher mulheres e seus filhos em situação de risco iminente.
- Atendimento psicossológico e jurídico gratuito e de qualidade para todas as mulheres em situação de violência.
- Centros de referência da mulher em todos os municípios, com equipes multidisciplinares para orientação e acompanhamento.
Acolher não é só ouvir. É oferecer um caminho, um apoio real, uma mão estendida que diga: “você não está sozinha”.
Moradia digna: a chave para a autonomia
Aqui chegamos a um ponto que me toca profundamente como profissional do mercado imobiliário. Uma das principais razões pelas quais mulheres permanecem em relacionamentos abusivos é a dependência financeira e, principalmente, a falta de moradia.
“Se eu sair de casa, para onde vou? Com quem vou ficar? Como vou sustentar meus filhos?” Essas perguntas atormentam milhares de mulheres todos os dias.
Por isso, defendo políticas públicas habitacionais com recorte de gênero:
- Prioridade para mulheres vítimas de violência nos programas habitacionais do estado, como o Casa Fácil Paraná e parcerias com o programa federal Minha Casa, Minha Vida.
- Auxílio-aluguel emergencial garantido por lei, com valor digno e prazo suficiente para que a mulher possa se reorganizar.
- Construção de unidades habitacionais específicas para mulheres em situação de violência, com localização sigilosa e infraestrutura de apoio.
- Facilitação da regularização fundiária para mulheres chefes de família, garantindo a posse segura do imóvel em seu nome.
Já vi casos emocionantes de mulheres que, após anos de sofrimento, conseguiram a casa própria e, com ela, a liberdade. O teto não é só um abrigo: é o primeiro passo para uma vida nova.
Autonomia econômica: o caminho para a liberdade definitiva
A moradia é o primeiro passo, mas não é o único. Para que a mulher possa realmente se libertar de um relacionamento abusivo, ela precisa de autonomia econômica. Precisa ter seu próprio trabalho, sua própria renda, sua própria independência financeira.
Como empresário, sei o poder transformador do trabalho. Por isso, defendo:
- Programas de capacitação profissional específicos para mulheres em situação de violência, preparando-as para o mercado de trabalho.
- Linhas de microcrédito com condições facilitadas para mulheres que querem empreender e abrir o próprio negócio.
- Incentivos fiscais para empresas que contratarem mulheres vítimas de violência doméstica.
- Creches públicas em tempo integral para que as mães possam trabalhar com tranquilidade, sabendo que seus filhos estão bem cuidados.
Uma mulher com independência financeira é uma mulher livre para escolher. Livre para dizer não. Livre para recomeçar.
Infraestrutura urbana que protege
A violência contra a mulher também acontece nas ruas. Assédio, importunação sexual, medo de andar sozinha à noite. A forma como planejamos nossas cidades pode aumentar ou diminuir esse medo.
Infraestrutura urbana com perspectiva de gênero significa:
- Iluminação pública eficiente em ruas, praças e pontos de ônibus.
- Pontos de ônibus bem localizados e visíveis, não escondidos em locais isolados.
- Calçadas largas e bem cuidadas, para que as mulheres possam andar sem medo de cair ou serem abordadas.
- Transporte público com segurança, especialmente nos horários noturnos.
- Praças e parques bem cuidados e movimentados, com programação que atraia pessoas e iniba a violência.
Cidades mais iluminadas e movimentadas são cidades mais seguras para todos, mas especialmente para as mulheres.
Transparência e monitoramento dos recursos
Por fim, mas não menos importante, é fundamental que os recursos destinados às políticas para mulheres sejam aplicados com transparência pública e monitorados de perto.
Vou atuar para que:
- O orçamento destinado às políticas para mulheres seja claramente identificado e fiscalizado.
- Os fundos estaduais e municipais da mulher tenham conselhos paritários e atuantes.
- Os dados sobre violência contra a mulher sejam coletados e divulgados de forma transparente, para orientar as políticas públicas.
- A prestação de contas seja feita periodicamente à sociedade.
Um compromisso com as mulheres do Paraná
A violência contra a mulher não é um problema delas. É um problema de toda a sociedade. E exige a resposta de todos nós.
Meu compromisso é trabalhar incansavelmente para que o Paraná seja um estado onde nenhuma mulher precise ter medo dentro da própria casa. Onde todas tenham para onde ir, com quem contar e como recomeçar. Onde a prevenção, o acolhimento e a autonomia sejam realidade, e não apenas discurso.
Compartilhe esta informação! Se você conhece alguma mulher que precisa de ajuda, compartilhe com ela os canais de denúncia: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 (Polícia Militar).
E você, o que acha que precisa melhorar na sua cidade para acolher e proteger as mulheres? Deixe sua opinião! Sua contribuição pode ajudar a construir políticas públicas mais eficientes e humanas.
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