Bem-estar animal: uma pauta que reflete o respeito à vida no Paraná
A aprovação do projeto que proíbe animais vivos como prêmios mostra que o Paraná avança na proteção daqueles que não têm voz
A Assembleia Legislativa do Paraná deu um passo importante nesta semana. Foi aprovado o projeto de lei 747/2024, que proíbe a entrega de animais vivos como prêmios, brindes ou itens de sorteio em todo o estado.
A proposta, de autoria do deputado Alexandre Amaro (Republicanos), agora segue para sanção do governador Ratinho Junior. E, se sancionada, representará um avanço significativo na forma como o Paraná trata a questão do bem-estar animal.
Mas por que essa pauta é tão importante? E o que ela tem a ver com o desenvolvimento humano, a dignidade e a construção de uma sociedade mais justa?
O que o projeto estabelece
A lei proposta proíbe que pessoas físicas e jurídicas — incluindo empresas, entidades e organizações sociais — ofereçam animais vivos como prêmios em eventos, sorteios ou ações promocionais.
A fiscalização ficará a cargo do órgão estadual competente, e o descumprimento poderá resultar em multas e outras penalidades administrativas, cujos valores serão regulamentados pelo Executivo.
O texto é claro: animais não são mercadoria. Eles não podem ser tratados como objetos ou prêmios.
Por que essa pauta importa para o Paraná
O Paraná é um estado com forte vocação agropecuária e uma população que, cada vez mais, demonstra sensibilidade em relação à proteção animal.
Dados recentes mostram que o Brasil tem mais de 140 milhões de animais de estimação, e o Paraná está entre os estados com maior número de lares que possuem cães, gatos e outros animais.
Esses números revelam algo profundo: a relação dos paranaenses com os animais mudou. Eles não são mais vistos apenas como ferramentas de trabalho ou entretenimento. São membros da família, companheiros de vida, seres que merecem respeito e cuidado.
A aprovação desse projeto é um reflexo dessa mudança cultural.
Bem-estar animal e desenvolvimento humano: uma conexão necessária
Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há mais de 20 anos e acompanho de perto o desenvolvimento urbano do Paraná, a pauta do bem-estar animal está diretamente conectada à qualidade de vida nas cidades.
Cidades que respeitam os animais são cidades mais humanas. E cidades mais humanas são lugares onde as pessoas querem viver, criar seus filhos e construir seu futuro.
Quando falamos em moradia digna, não estamos falando apenas de tijolos e cimento.
Estamos falando de um ambiente onde as famílias podem viver com segurança, onde as crianças podem brincar, onde os idosos são respeitados e onde os animais — que muitas vezes são o companheiro mais fiel das pessoas — também são protegidos.
O papel da Assembleia Legislativa
A Alep, ao aprovar esse projeto, demonstra que está atenta às demandas da sociedade. E isso é fundamental.
O parlamento não pode estar distante da população. Ele precisa ouvir, debater e aprovar leis que reflitam os valores e as necessidades do povo paranaense.
O projeto de lei 747/2024 é um exemplo de como a política pode, sim, fazer a diferença na vida das pessoas — e também na vida daqueles que não têm voz, mas que merecem ser tratados com dignidade.
O que o Paraná precisa agora
A aprovação desse projeto é um passo importante, mas ainda há muito a ser feito. O Paraná precisa avançar em várias frentes relacionadas ao bem-estar animal e à qualidade de vida:
🐾 Políticas públicas de proteção animal
É fundamental que o estado invista em campanhas de castração, vacinação e conscientização sobre a posse responsável. A prevenção é sempre melhor do que a correção.
🏙️ Cidades mais humanas e sustentáveis
O planejamento urbano precisa considerar espaços adequados para a convivência com animais: parques, praças e áreas de lazer que respeitem tanto as pessoas quanto os animais.
📚 Educação e conscientização
A mudança cultural começa na educação. É preciso ensinar desde cedo que os animais são seres sencientes, que sentem dor, medo e alegria, e que merecem ser tratados com respeito.
🤝 Parcerias público-privadas
A proteção animal não é responsabilidade apenas do poder público. Empresas, organizações sociais e a população em geral precisam se envolver nessa causa.
Um novo olhar para a gestão pública
Minha trajetória como empresário do ramo imobiliário e minha atuação em projetos sociais me ensinaram que a gestão pública precisa ser feita com empatia e visão de futuro.
Não adianta construir prédios e ruas se não cuidarmos da qualidade de vida das pessoas que vão ocupar esses espaços. E a qualidade de vida passa pelo respeito aos animais, pela preservação do meio ambiente e pela construção de comunidades mais acolhedoras.
O Paraná precisa de deputados que entendam essa conexão.
Deputados que saibam que a pauta do bem-estar animal não é uma pauta menor, mas sim uma pauta que reflete o nível de civilidade e humanidade de uma sociedade.
Faça parte dessa construção
A política não se faz sozinha. Ela se faz com a participação de cada um de vocês.
O que você pensa sobre a proibição de animais vivos como prêmios? Você acredita que o Paraná precisa avançar ainda mais na proteção dos animais?
Compartilhe este artigo com seus amigos e familiares. Vamos juntos construir um Paraná mais justo, mais humano e mais respeitoso com todos os seres vivos.
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