Celepar e a gestão pública: transparência, tecnologia e o direito do cidadão paranaense
O debate sobre a privatização da Celepar não é apenas sobre uma estatal — é sobre como o Paraná utiliza a tecnologia para servir melhor sua população
O Supremo Tribunal Federal começou a julgar nesta semana o futuro da Celepar, a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná. Em fevereiro de 2026, o ministro Flávio Dino determinou o congelamento da privatização da estatal, atendendo a um pedido dos partidos PT e PSOL, que questionam a Lei Estadual nº 22.188/2024, que autorizou a venda da empresa.
Agora, o ministro Cristiano Zanin votou pelo arquivamento da ação que suspendeu o processo de privatização, por razões técnicas. Mas o debate sobre a Celepar está longe de terminar.
E esse debate precisa chegar ao cidadão. Porque o que está em jogo não é apenas o futuro de uma estatal — está em jogo o direito do paranaense a serviços públicos eficientes, transparentes e que respeitem sua privacidade.
O que a Celepar representa para o Paraná
A Celepar não é uma empresa qualquer. Ela é a guardiã dos dados estratégicos do estado: informações sobre segurança pública, saúde, educação, sistemas de trânsito e, sobretudo, dados pessoais de milhões de paranaenses.
Quando se fala em privatização, a pergunta que precisa ser feita é: o cidadão está sendo protegido? Seus dados estão seguros? Os serviços públicos continuarão funcionando com qualidade?
Essas não são perguntas técnicas. São perguntas humanas.
Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há mais de 20 anos e lido diariamente com a necessidade de regularização fundiária e acesso a informações públicas, a proteção de dados e a eficiência do serviço público são temas que afetam diretamente a vida das pessoas.
Imagine uma família que precisa da certidão de regularização do seu imóvel para acessar um financiamento habitacional. Imagine um empreendedor que aguarda uma licença para abrir seu negócio. Imagine o cidadão que espera por um serviço público que nunca chega.
A tecnologia deveria estar a serviço da agilidade, não da burocracia.
O que está em jogo com a decisão do STF
O ministro Flávio Dino, relator do processo, determinou em fevereiro o congelamento da privatização até que o Paraná apresentasse garantias concretas para a proteção de dados pessoais dos cidadãos, informações estratégicas e sistemas da segurança pública.
Essa decisão revela um ponto crucial: a privatização não pode ser feita às pressas, sem o devido cuidado com a segurança e a transparência.
O ministro Cristiano Zanin, por sua vez, votou pelo arquivamento da ação sem julgamento de mérito, argumentando que a análise dos detalhes contratuais depende do exame de leis ordinárias, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e não do texto da Constituição.
O que isso significa para o paranaense? Que o debate está aberto. Que o futuro da Celepar será decidido a partir de agora, com ou sem o STF.
E o cidadão precisa estar atento.
Tecnologia e desenvolvimento urbano: uma conexão necessária
O que muitos não percebem é que a tecnologia está diretamente ligada ao desenvolvimento urbano e à moradia digna.
Sistemas de regularização fundiária, georreferenciamento de imóveis, cadastros habitacionais e bancos de dados sobre infraestrutura são ferramentas essenciais para:
- Identificar áreas com déficit habitacional
- Agilizar a regularização de terrenos
- Planejar o crescimento ordenado das cidades
- Garantir que as famílias tenham acesso a serviços básicos
- Facilitar o acesso do cidadão à documentação necessária para financiamentos e programas habitacionais
A Celepar, independentemente de seu modelo de gestão, precisa estar alinhada a esses objetivos. Ela precisa servir ao cidadão, não a interesses políticos ou econômicos.
O que o Paraná precisa agora
O estado precisa de uma política pública clara para a tecnologia da informação, que inclua:
🔐 Proteção de dados com rigor
Os dados dos paranaenses não podem ser tratados como mercadoria. É dever do Estado garantir que informações pessoais e estratégicas estejam protegidas, independentemente do modelo de gestão adotado.
⚡ Eficiência nos serviços públicos
O cidadão não pode esperar dias, semanas ou meses por um serviço que poderia ser resolvido em minutos com tecnologia adequada. A modernização da gestão pública não é um luxo — é uma necessidade.
👁️ Transparência em todas as etapas
O processo de decisão sobre o futuro da Celepar deve ser claro, público e participativo. A população precisa entender o que está em jogo e como as decisões afetarão sua vida.
🏗️ Integração com as demais políticas públicas
A tecnologia da informação deve estar integrada às políticas de habitação, infraestrutura, saúde e educação. Não é possível pensar o desenvolvimento do Paraná sem considerar o papel da tecnologia.
Leandro Cazaroto: um novo olhar para a gestão pública
Minha trajetória como empresário do ramo imobiliário me ensinou que eficiência e transparência não são palavras vazias. São princípios que transformam vidas.
Quando lidei com famílias que esperam anos pela regularização do seu imóvel, entendi que a tecnologia poderia ser a solução — se estivesse a serviço do bem comum.
Quando vi empreendedores desistirem de projetos por causa da burocracia, percebi que o Estado precisa modernizar seus processos.
O Paraná não pode ficar para trás.
A tecnologia, os dados e a inovação devem ser usados para melhorar a vida das pessoas. E é isso que vou defender na Assembleia Legislativa: uma gestão pública que priorize o cidadão, a transparência e a eficiência.
O que o cidadão precisa fazer
O debate sobre a Celepar e sobre a gestão pública no Paraná não pode ficar restrito aos tribunais e aos gabinetes. Ele precisa chegar à população.
Pergunte-se:
- Os serviços públicos estão funcionando bem para mim e para minha família?
- Eu confio que meus dados estão protegidos?
- O Estado está sendo transparente em suas decisões?
Essas perguntas são o ponto de partida para um voto consciente nas eleições de 2026.
Faça parte dessa construção
A política não se faz sozinha. Ela se faz com a participação de cada um de vocês.
O que você pensa sobre o futuro da Celepar e da tecnologia a serviço do cidadão? Você acredita que a transparência e a eficiência estão sendo priorizadas na gestão pública do Paraná?
Compartilhe este artigo com seus amigos e familiares. Vamos juntos construir um Paraná mais justo, com serviços públicos de qualidade e respeito ao cidadão.
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