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Saúde da mulher no Paraná: onde a prevenção ainda não chegou e o que precisamos mudar

Saúde da mulher no Paraná: onde a prevenção ainda não chegou e o que precisamos mudar

A conta da desigualdade no acesso ao cuidado que começa na atenção básica


Câncer de colo de útero. Câncer de mama. Diabetes gestacional. Depressão pós-parto. Violência obstétrica. Planejamento familiar.

A saúde da mulher vai muito além do pré-natal e do parto. Ela começa na adolescência, atravessa a idade fértil, chega à menopausa e segue na terceira idade.

Mas no Paraná, nem todas as mulheres têm acesso a esse cuidado completo.

A prevenção ainda não chegou a muitos municípios. A mamografia demora meses. O exame preventivo (Papanicolau) não é oferecido com regularidade. O planejamento familiar é precário. A atenção à gestante é desigual.

E a mulher mais pobre, a que mora no interior, a que vive na periferia da Região Metropolitana — essa paga o preço mais caro.


Os números da desigualdade

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde e do DATASUS, a mortalidade por câncer de colo de útero no Paraná é 50% maior em municípios de baixo IDH do que na capital.

A cobertura do exame preventivo (Papanicolau) na faixa etária de 25 a 64 anos é de cerca de 70% no estado — mas esse número cai drasticamente em regiões como o Vale do Ribeira, o Sudoeste e a periferia da RMC.

O tempo de espera para mamografia pelo SUS no Paraná varia de 2 a 6 meses, dependendo da região. Para a mulher que mora longe do centro de referência, o custo do deslocamento muitas vezes inviabiliza o exame.

E os casos de sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê na gestação) ainda são alarmantes — indicando falha grave no pré-natal.


Para mim, Leandro Cazaroto, que atuo no mercado imobiliário há anos, esse assunto é importante porque vejo a relação direta entre infraestrutura urbana e acesso à saúde da mulher

Onde a cidade cresce sem planejamento, o posto de saúde não chega. Onde o posto não chega, o pré-natal é precário. Onde o pré-natal é precário, a gestante corre risco. Onde a gestante corre risco, o bebê nasce com problema. Onde o bebê nasce com problema, a família inteira sofre.

Já vi loteamentos populares sendo entregues sem UBS perto. Já vi gestante andar 5 km a pé para fazer pré-natal porque o ônibus não passa. Já ouvi relato de mulher que descobriu o câncer de mama tarde demais porque o exame demorou 7 meses para ser agendado.

Não é falta de tecnologia. É falta de organização do estado. É falta de prioridade política.


Onde o estado falha com a saúde da mulher

Prevenção do câncer de colo de útero

O exame preventivo (Papanicolau) não é oferecido com regularidade em muitos municípios. A coleta é feita, mas o resultado demora. A mulher que tem alteração não consegue agendar a colposcopia (exame complementar) a tempo. O câncer avança.

Prevenção do câncer de mama

A mamografia de rastreamento (para mulheres de 50 a 69 anos) não é ofertada com a frequência recomendada. O tempo de espera é longo. A mulher que sente um nódulo enfrenta fila para diagnóstico e tratamento.

Planejamento familiar

A oferta de métodos contraceptivos (DIU, implante, laqueadura, vasectomia) é desigual. A mulher de baixa renda não tem acesso à informação nem ao procedimento. A gravidez indesejada se repete. O ciclo da pobreza se perpetua.

Atenção à gestante

O pré-natal de qualidade deveria ter no mínimo 6 consultas, com exames de rotina e ultrassom obstétrico. Mas a cobertura é desigual. A sífilis congênita ainda mata bebês no Paraná — uma doença 100% evitável com pré-natal adequado.

Violência obstétrica

Parto humanizado não é luxo. É direito. Mas no Paraná, ainda há relatos de violência obstétrica em hospitais públicos e conveniados. A mulher não é ouvida. O parto normal é desencorajado. A cesariana desnecessária é estimulada.

Saúde mental da mulher

Depressão pós-parto, ansiedade, transtornos alimentares, violência doméstica. A mulher precisa de acolhimento psicológico na atenção básica. O estado não oferece.


O que precisa mudar com urgência

Ampliação do rastreamento do câncer de colo de útero

O estado precisa garantir que toda mulher de 25 a 64 anos faça o preventivo a cada 3 anos — com busca ativa de quem está em atraso. E o resultado não pode demorar mais que 30 dias.

Redução do tempo de espera para mamografia

O estado precisa zerar a fila da mamografia no Paraná. Meta: exame agendado em no máximo 30 dias. E a mulher com alteração precisa ser imediatamente encaminhada para biópsia e tratamento.

Pré-natal de qualidade para todas

O estado precisa aumentar a cobertura do pré-natal nas regiões mais vulneráveis — com incentivo para médicos e enfermeiros atuarem em UBSs de difícil acesso. E fiscalizar o cumprimento do protocolo mínimo de 6 consultas.

Planejamento familiar acessível

Ampliar a oferta de DIU e implante nas UBSs. Agilizar a fila da laqueadura e vasectomia. Garantir que a mulher pobre tenha o mesmo acesso à contracepção que a mulher rica.

Parto humanizado e combate à violência obstétrica

O estado precisa capacitar profissionais, fiscalizar hospitais e criar canal de denúncia para violência obstétrica. A mulher precisa ser protagonista do seu parto.

Saúde mental materna

Incluir o rastreamento de depressão pós-parto como rotina na atenção básica. Oferecer acompanhamento psicológico gratuito para gestantes e puérperas.


O compromisso de Leandro Cazaroto

Como pré-candidato a deputado estadual em 2026, minha missão é cobrar que o estado trate a saúde da mulher como prioridade — não como item menor da pauta da saúde.

Vou propor um programa estadual de prevenção do câncer de colo de útero e mama, com metas anuais de cobertura, redução do tempo de espera e busca ativa de mulheres em atraso.

Vou fiscalizar a execução do pré-natal nas regiões mais vulneráveis — e denunciar onde a gestante é desassistida.

Vou cobrar que o estado implante política de planejamento familiar acessível, com ampliação de métodos contraceptivos e redução da fila para laqueadura e vasectomia.

Vou exigir parto humanizado na rede pública e combate efetivo à violência obstétrica.

E vou denunciar onde a saúde da mulher é tratada como gasto — quando deveria ser tratada como direito fundamental.


Faça parte dessa construção

Você já enfrentou dificuldade para fazer exame preventivo, mamografia ou pré-natal pelo SUS? Já sofreu violência obstétrica? Já esperou meses por um atendimento? Conhece alguma mulher que passou por isso?

Compartilhe este artigo com suas amigas, familiares e colegas. Quanto mais mulheres falarem sobre suas experiências, maior a pressão para que o estado aja.

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Pergunta para você, que leu até aqui: na sua experiência ou na experiência de mulheres que você conhece, qual é o maior problema da saúde da mulher no Paraná hoje: demora para exames preventivos, pré-natal precário, falta de planejamento familiar ou violência obstétrica? Deixe sua resposta nos comentários. Sua opinião ajuda a construir uma pauta mais forte para as eleições 2026.


Juntos, podemos fazer do Paraná um estado onde a saúde da mulher seja cuidada do início ao fim — com prevenção, respeito e dignidade.

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leandrocazarotodep

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