Extrema pobreza no Paraná: municípios com maior vulnerabilidade
O que o estado faz — ou não faz — por quem mais precisa
O Paraná é um dos estados mais ricos do Brasil. Mas essa riqueza não chega a todos.
Enquanto Curitiba ostenta indicadores de qualidade de vida comparáveis a países desenvolvidos, municípios a menos de cem quilômetros da capital convivem com situação de extrema pobreza.
Adrianópolis. Tunas do Paraná. Bocaiúva do Sul. Rio Branco do Sul. Doutor Ulysses.
Essas cidades têm índices de vulnerabilidade social que deveriam causar vergonha a qualquer governante.
O mapa da desigualdade paranaense
Segundo dados do IBGE e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Paraná tem mais de 600 mil pessoas vivendo em situação de extrema pobreza — com renda per capita inferior a R$ 200 por mês.
Onde essas pessoas estão?
Não estão nos bairros nobres de Curitiba. Estão nos municípios pequenos, nas áreas rurais, nos distritos esquecidos, nas periferias das cidades médias.
Municípios como Adrianópolis, na região metropolitana de Curitiba, têm IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) abaixo da média nacional. A renda per capita é menos da metade da média estadual. A mortalidade infantil é mais alta. O acesso ao saneamento básico é precário.
Como é possível que isso aconteça a menos de duas horas da capital do sul do Brasil?
Para mim, Leandro Cazaroto, essa realidade é inaceitável
Atuo no mercado imobiliário há anos e já visitei dezenas de municípios paranaenses. Vi de perto o contraste entre regiões ricas e regiões abandonadas.
Já estive em loteamentos populares onde a família vive em casa de madeira, sem piso, sem reboco, sem banheiro dentro de casa. Já conversei com mães que acordam às 4h da manhã para buscar água no poço da vizinha. Já vi criança sem sapato no inverno.
Não é falta de trabalho. Nessas regiões, as pessoas trabalham — na agricultura familiar, no comércio local, em serviços informais. O problema é que o trabalho não gera renda suficiente para sair da pobreza.
Por quê? Porque falta infraestrutura. Falta acesso a crédito. Falta escola técnica. Falta saneamento. Falta saúde preventiva. Falta presença do estado.
Os principais indicadores que o estado ignora
Saneamento básico
Municípios como Adrianópolis, Tijucas do Sul e Piên ainda não têm sistema de esgotamento sanitário. Mais de 50 mil pessoas vivem sem coleta de esgoto a menos de cem quilômetros da capital.
Isso gera doenças. Criança com diarreia repetida não se desenvolve bem. Adulto doente não trabalha. Família empobrecida gasta o pouco que tem com remédio e consulta.
Educação
A taxa de analfabetismo funcional em municípios pobres do Paraná chega a 15% — três vezes a média estadual. O jovem que não lê bem não consegue emprego qualificado. Sem qualificação, fica em subemprego. O ciclo da pobreza se repete.
Infraestrutura urbana
Falta asfalto, falta iluminação pública, falta transporte. O morador do distrito rural gasta horas para chegar ao centro da cidade. A criança acorda às 5h para pegar o ônibus escolar.
Acesso a serviços públicos
Posto de saúde que fecha no fim de semana. UBS sem médico especialista. Agente comunitário sobrecarregado. O pobre tem menos acesso ao SUS — e adoece mais.
O que o estado faz — e o que não faz
Programas como o Paraná Sem Fome, o Auxílio Gás e o Tarifa Social são importantes. Ajudam a aliviar a fome imediata.
Mas não resolvem.
Porque extrema pobreza não se combate só com cesta básica. Se combate com emprego, com educação, com infraestrutura, com saneamento, com moradia digna.
Onde estão os programas estaduais de geração de renda nos municípios mais pobres? Onde está a prioridade para saneamento rural? Onde está o plano de construção de creches, escolas técnicas e postos de saúde nessas regiões?
Não estão. Ou estão no papel, sem orçamento, sem prazo, sem fiscalização.
O compromisso de Leandro Cazaroto
Como pré-candidato a deputado estadual em 2026, minha missão é cobrar que o estado olhe para quem mais precisa.
Vou fiscalizar os programas de transferência de renda — para garantir que cheguem a quem realmente vive em situação de vulnerabilidade.
Vou cobrar investimento em saneamento rural, com metas anuais e relatório público de cumprimento.
Vou propor um programa estadual de infraestrutura para municípios de baixo IDH, priorizando asfalto, iluminação pública e acesso à água tratada.
E vou denunciar onde o dinheiro existe, mas a prioridade não.
Não podemos aceitar que o Paraná seja rico para alguns e pobre para outros. O estado tem obrigação de reduzir a desigualdade. E isso começa com quem fiscaliza, cobra e aparece onde ninguém aparece.
Faça parte dessa construção
Você conhece alguma comunidade, bairro ou município do Paraná que vive em situação de extrema pobreza? Já viu de perto a falta de saneamento, de escola ou de posto de saúde?
Compartilhe este artigo com seus amigos, vizinhos e familiares. Quanto mais gente falar sobre esse abandono, maior a pressão para que o estado aja de verdade.
Siga Leandro Cazaroto nas redes sociais e acompanhe as propostas para reduzir a desigualdade e levar dignidade a quem mais precisa.
Pergunta para você, que leu até aqui:
Na sua opinião, qual deveria ser a prioridade número um do estado do Paraná para combater a extrema pobreza: saneamento, emprego, educação ou moradia? Deixe sua resposta nos comentários. Sua opinião ajuda a construir uma pauta mais forte para as eleições 2026.
Juntos, podemos fazer do Paraná um estado sem pobreza extrema.
.png)
