Paraná exporta bilhões. Por que o trabalhador do interior ainda vive na insegurança?
O contraste entre a riqueza que sai do campo e o abandono de quem produz
O Paraná é um dos maiores exportadores do Brasil.
Em 2025, o estado bateu recorde: mais de US$ 25 bilhões em vendas ao exterior. Soja, milho, carne de frango, carne suína, madeira, celulose, derivados de trigo. A produção paranaense abastece o mundo.
Mas tem uma pergunta que incomoda: com tanto dinheiro saindo do campo, por que o trabalhador rural ainda vive sem estrada boa, sem posto de saúde perto, sem escola técnica e sem saneamento básico?
A conta não fecha.
O Paraná que exporta vs. o Paraná que sobrevive
Os números impressionam. O agronegócio responde por mais de 40% do PIB paranaense. O estado é líder nacional na produção de frango, suínos e grãos. O Porto de Paranaguá é um dos mais modernos do país, escoando toneladas todos os dias para Ásia, Europa e Oriente Médio.
Mas o trabalhador que planta, colhe e cria — esse mesmo — muitas vezes vive em moradias precárias, enfrenta horas de estrada de chão para chegar ao centro da cidade e não tem acesso a atendimento médico especializado.
Como é possível?
Para mim, Leandro Cazaroto, essa contradição é inaceitável
Atuo no mercado imobiliário há anos e já levei projetos para várias regiões do Paraná. Em cada viagem, vejo de perto essa desigualdade.
Em municípios que geram riqueza bilionária com a agricultura, o trabalhador ainda mora em casa de madeira, sem banheiro adequado, sem acesso regular à água tratada.
Já visitei assentamentos e distritos rurais onde a escola foi fechada por falta de alunos — mas não havia transporte para levar as crianças para a escola da cidade. Já conversei com famílias que produzem toneladas de grãos por ano, mas não têm internet para acessar o programa de comercialização direta.
Isso não é justo. O trabalhador do interior não pode financiar o crescimento do estado com o próprio suor — e continuar vivendo como se estivesse à margem do progresso.
Onde o estado falha com o trabalhador do interior
Infraestrutura de transporte
Silêncio do governo: As estradas rurais do Paraná estão abandonadas. Em dias de chuva, o trabalhador não consegue escoar a produção. A cooperativa fica a 30 km de distância — mas a viagem leva duas horas.
Resultado: Perda de safra, perda de renda, perda de tempo.
Saneamento básico
Mais de 500 mil paranaenses que vivem em áreas rurais não têm acesso à rede de esgoto. Municípios como Adrianópolis, Tunas do Paraná e Rio Branco do Sul — todos na RMC — têm cobertura precária ou inexistente.
O trabalhador bebe água de poço. As crianças têm diarreia recorrente. A saúde pública paga o preço da falta de investimento.
Saúde e educação
Posto de saúde que abre três vezes por semana. Escola que funciona com duas salas multisseriadas. Sem dentista, sem psicólogo, sem agente comunitário suficiente.
O filho do trabalhador rural não tem as mesmas oportunidades que o filho do trabalhador urbano. Essa desigualdade começa na infância e se perpetua.
Acesso à terra e regularização fundiária
Milhares de famílias vivem em áreas ocupadas há décadas — mas sem escritura, sem documentação, sem segurança jurídica. Não conseguem acessar crédito rural. Não conseguem financiar a casa própria. Não conseguem deixar herança organizada.
O que precisa mudar
Plano estadual de infraestrutura rural
Não adianta exportar bilhões se a estrada do produtor é de terra batida. O Paraná precisa investir em pavimentação de estradas rurais, pontes e bueiros. Prioridade para rotas de escoamento da agricultura familiar.
Saneamento rural
Programas como o Paraná Rural e a parceria Sanepar + Ambiental Paraná são avanços, mas o prazo de 2033 para universalização é muito longo. Precisamos de metas intermediárias e fiscalização rigorosa.
Regularização fundiária acelerada
O estado tem que agir com prioridade para titular áreas ocupadas por famílias de baixa renda. Sem burocracia. Sem exigências impossíveis. Com respeito à história de quem construiu ali sua vida.
Escolas técnicas no campo
Jovem do interior não pode ser obrigado a se mudar para a capital para ter acesso a formação profissional. SENAI, SENAC e institutos federais precisam chegar aos distritos rurais com cursos voltados à realidade local.
O compromisso de Leandro Cazaroto
Como pré-candidato a deputado estadual em 2026, minha missão é levar a voz do trabalhador do interior para a Assembleia Legislativa.
Vou cobrar investimento real em infraestrutura rural. Vou fiscalizar contratos de saneamento. Vou propor que o estado crie um programa de regularização fundiária com meta de 50 mil títulos por ano. E vou denunciar onde o dinheiro do agronegócio não está voltando para quem produz.
O Paraná pode continuar exportando bilhões — mas com o trabalhador vivendo com dignidade, não na insegurança.
Faça parte dessa construção
Você mora no interior ou conhece alguém que vive no campo? Já enfrentou estrada ruim, falta de escola ou dificuldade com documentação da terra?
Compartilhe este artigo com sua família, seus vizinhos e sua comunidade. Quanto mais gente falar sobre essa desigualdade, maior a pressão para que o estado aja.
Siga Leandro Cazaroto nas redes sociais e acompanhe as propostas para infraestrutura, regularização fundiária e desenvolvimento do interior paranaense.
Pergunta para você, que leu até aqui:
Na sua opinião, qual o maior problema enfrentado pelo trabalhador do interior do Paraná hoje: estrada, saúde, saneamento ou falta de documentação da terra? Deixe sua resposta nos comentários. Sua experiência ajuda a construir uma pauta mais forte para as eleições 2026.
Juntos, podemos fazer o Paraná exportar riqueza e também distribuir dignidade.
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